quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O papel das cidades na "recuperação económica"

[publicado no Semanário Expresso, 14 AGO e retirado de http://cronicasdavenida.blogs.sapo.pt


O papel das cidades no desenvolvimento económico dos países é um tema que tem vindo a ganhar um crescente interesse, quer no meio académico e profissional quer político. Barack Obama reconheceu recentemente a sua importância ao incluí-lo na agenda política americana (‘No Economic Recovery Without Cities!’) tendo criado uma estrutura orgânica específica (White House Office of Urban Affairs) para desenvolver e acompanhar a ‘estratégia para as cidades’ e assegurar um adequado acompanhamento da aplicação dos dinheiros públicos.
Portugal dispõe igualmente de um conjunto de instrumentos de Política de Cidades (POLIS XXI). Um desses instrumentos - ‘Parcerias para a Regeneração Urbana’ (PRU) - ‘visa apoiar acções de revitalização de espaços intra-urbanos, tendo como suporte uma estrutura de parceria local alargada’ (DGOTDU,2008). O instrumento é particularmente inovador na sua formulação, quer pela diversidade e pertinência de conceitos que defende, quer pela filosofia que advoga - estabelecimento de parcerias, e especialmente exigente nas condições de concepção e implementação.
Dados recolhidos recentemente (ver documento aqui) permitem perceber a real dimensão do desafio. Existem, neste momento, cerca de 182 Parcerias aprovadas, com uma distribuição centrada sobretudo na Região Norte (50%) e Centro (30%), que perfazem um investimento total de mil milhões de euros (com comparticipação FEDER de cerca de 60%). Trinta por centro das Parcerias (cerca de 56 cidades) têm um investimento total superior a 8 milhões de euros (cerca de 600 milhões de euros).
Este esforço financeiro e a dinâmica que o justificou podem constituir um enorme contributo das cidades portuguesas para o ‘renascimento económico’ do país. Contudo, trata-se também uma enorme responsabilidade para as autarquias e membros das respectivas parcerias. O país vai investir na regeneração das suas cidades e deseja que o resultado se traduza na criação de cidades mais atractivas e qualificadas, mas também mais bem preparadas para valorizar os seus recursos endógenos, para animar as suas economias locais, gerar negócios e criar emprego.
O desafio está já a decorrer há pouco mais de um ano e importa começar, desde já, a fazer um primeiro balanço, para garantir que estamos a tirar o melhor partido das suas múltiplas oportunidades e estamos a ter consciência das eventuais dificuldades e perversidades.
Com base em evidência empírica e em reflexão produzida recentemente em Aveiro por João Ferrão, antigo responsável governativo pela pasta das Cidades e um dos principais responsáveis pelo surgimento da Política de Cidades, identifico três temas de debate que deverão merecer adequado aprofundamento: i) impacto das PRU na criação ‘de novas oportunidades de desenvolvimento económico e social’ nas cidades e na tradução em ‘valor acrescentado às políticas sectoriais locais’; ii) integração das intervenções numa ‘visão global’; iii) mobilização dos cidadãos e comunidades no processo.
A reflexão deve ser orientada na procura de ‘problemas-tipo’ para que possam ser compreendidos e corrigidos e na identificação de experiências inovadoras para que os seus métodos e resultados possam inspirar outras iniciativas, aprofundar diálogos entre parcerias com temáticas semelhantes, estimular aprendizagens colectivas, no fundo potenciar o papel das ‘cidades como motores efectivos do desenvolvimento das regiões e do País’.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

domingo, 14 de novembro de 2010

Recrutamento contra a crise

Em tempo de crise económica e financeira, onde as adversidades são mais que muitas, a aposta nos recursos humanos, mesmo num cenário tão adverso, é fundamental.

O futuro não se apresenta animador, mas enfrentar a crise com o recrutamento de colaboradores é um primeiro passo para a recuperação.
Empresas internacionais, em vários inquéritos, mostraram intenção de contratar mais pessoas o que mostra que se preparam para sair das dificuldades acreditando nas pessoas. Este bem pode ser um principio para o qual as empresas portuguesas olhem em 2011 e ajudem assim a dar um pontapé na crise.
Instituições internacionais já por diversas vezes chamaram a atenção para o aumento do desemprego, o que implica a redução do rendimento de tributação e um aumento da despesa pública.
O aumento, em Portugal, do número de recrutamentos poderia ser uma das formas de se iniciar a saída da tormenta que parece não nos querer abandonar, pese embora o facto de a vontade dos empresários ser, em termos gerais, o da redução permanente de custos, e que se faz quase sempre à custa dos recursos humanos.
Há portanto que poupar noutras rubricas e apostar no recrutamento de recursos humanos especializados e que podem ajudar a saltar a crise.

sábado, 30 de outubro de 2010

O ano em que Maradona nasceu

1960 foi o ano em que nasceu aquele que é para muitos, a par de Pelé, um dos melhores futebolista de sempre, Maradona.
Mas o que passava em Portugal, em termos desportivos, nessa época?
O defesa benfiquista Ângelo pôde voltar a jogar após cumprir um ano de suspensão.
O Sporting conseguiu a terceira vitória consecutiva no campeonato nacional de corta-mato.
Nesse anos, pela primeira, um luso-brasileiro vestiu a camisola das quinas. Chamava-se Lúcio e actuava no Sporting.
O Sporting foi campeão nacional de Basquetebol
Pela 8.ª vez Portugal é campeão do mundo de hóquei em patins.
O Benfica sagra-se campeão nacional de futebol, e ao longo de todo o campeonato sofre apenas uma derrota, na última jornada, em jogo disputado no estádio da luz frente ao Belenenses. O resultado foi de 1-2. E a classificação final foi: 1.º Benfica; 2.º Sporting; 3.º Belenenses; 4.º FC Porto; 5.º CUF; 6.º Académica; 7.º Guimarães; 8.º Leixões; 9.º Covilhã; 10.º Lusitano de Évora; 11.º Atlético; 12.º Braga; 13.º Setúbal e 14.º Boavista.
O melhor marcador do campeonato foi o vimaranense Edmundo ao apontar 25 golos.
O Belenenses conquistou a sua 2.ª Taça de Portugal. Os comandados de Otto Glória venceram o Sporting por 2-1.
José Maria Pedroto foi o primeiro classificado estrangeiro num curso de treinadores da FFF.
A juntar ao titulo de corta-mato, o Sporting sagra-se também campeão nacional de atletismo em pista.
A XXIII Volta a Portugal em bicicleta teve como vencedor Sousa Santos, do FC Porto.
Para Portugal, os Jogos Olímpicos de Roma só não foram de completa desilusão porque os irmãos Quina conquistaram a medalha de prata na vela, na classe “star”.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Trova do vento que passa

Trova do vento que passa é um poema de Manuel Alegre, cantado por Amália ou Adriano Correia de Oliveira, que merece ser lido e que se faça sobre o seu "conteúdo" uma reflexão.

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio — é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Militância 2.0

João Nogueira Santos é um nome perfeitamente desconhecido para a grande maioria dos portugueses. Colado ao nome está um homem que o expresso, na sua edição de 16 de Outubro, deu a conhecer, assim como as suas ideias sobre a política.

Há 2/3 anos num jantar de amigos e no meio de uma discussão sobre política, deu consigo a questionar-se sobre a sua geração, a sua participação na sociedade e a crítica aos partidos políticos.
Para este homem, a sua geração (grosso modo dos 35 aos 50 anos) tem sido muito bem tratada pela democracia e deve muito aos partidos políticos. Embora poucos dessa faixa militem em algum partido, como podem então criticar os partidos se não participam.
Em Fevereiro lançou no faceboock o movimento “Adere, vota e intervêm dentro de um partido. Cidadania e mudança” e conta já com mais de 3000 membros.
Ao expresso diz considerar que os partidos estão esvaziados, desqualificados e funcionam em circuito fechado, pelo que defende o caminho inverso, o de adesão aos partidos, onde passe a existir uma imensa maioria de militantes, com vida fora dos partidos, e que leve os problemas da sociedade para o seu interior, e assim possam ajudar a eleger as pessoas capazes de responder aos desafios da sociedade.
Uma espécie de militância 2.0, o movimento adopta como lema “A penalização por não participares na política é acabares por ser governado pelos teus inferiores”.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Será a crise uma oportunidade para pensar o futuro de forma colectiva?

O movimento cívico 'Cidades pela Retoma' pretende dinamizar a reflexão sobre o 'papel das cidades na retoma económica' e estimular a construção de uma 'agenda local para a retoma', um conjunto de iniciativas de 'baixo-custo' e 'alto valor acrescentado' (nos domínios da economia, tecnologias, arte/cultura, espaço público, mobilidade, ambiente, solidariedade), para animar a vida económica e social das nossas cidades (http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/ e http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma).

Para o desenvolvimento deste processo propõe-se uma metodologia com duas etapas. Numa primeira, irá procurar-se o inicio de uma reflexão sobre o tema, convidando especialistas reconhecidos na matéria para se perceber o potencial e limitações da abordagem. O debate arranca no Porto (nos próximos dias 20 e 21 de Outubro, no Clube Literário do Porto - http://www.acdporto.org/).  Poderá haver outros eventos, com o mesmo carácter, noutras cidades do país (neste momento já existem pelo menos duas outras cidades que provavelmente o irão promover). Numa segunda etapa, seria interessante que se criassem grupos dinamizadores do movimento em várias cidades do país que iniciassem reflexões focalizadas no papel específico de cada cidade na 'retoma económica’.
Existe a consciência que o desafio é muito ambicioso e perante a letargia cívica e o desânimo geral pode nunca chegar-se à segunda etapa.
Contudo, este momento de dificuldade pode ser uma oportunidade para estimular um novo olhar sobre as cidades e uma nova forma de pensar o futuro de forma colectiva (qualificar a agenda de preocupações, juntar saberes, valorizar o conhecimento, envolver pessoas, qualificar processos).

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vale a pena pensar

O meu amigo José Pardal enviou-me um mail, onde anexava um ficheiro pps, que trazia uma mensagem que não posso deixar de aqui sumariar.
«Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar o seu discurso de estreia na Câmara dos Comuns, perguntou a um velho parlamentar, amigo do seu pai, o que tinha achado do seu desempenho.
O velho parlamentar pôs a mão no ombro de Churchill e, em tom paternal, disse-lhe: “Meu jovem, acabou de cometer um grande erro. Foi brilhante no seu primeiro discurso e isso é imperdoável. Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta!”.
Ali estava uma das melhores lições que o velho sábio pôde dar ao pupilo que se iniciava numa difícil carreira.
Nunca será demais lembrar António Aleixo que dizia “ Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que chego a pensar que a burrice é uma ciência”.
A maior parte das pessoas acasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência.
Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados com a conquista de posições. Sabem ocupar os espaços deixados vazios pelos talentosos que não revelam o apetite do governo. Mas é preciso considerar que esse medíocres, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar as suas posições, com verdadeiras muralhas por onde os talentosos não conseguem passar. Em todas as posições encontramos dessas fortalezas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos.
Eles conhecem bem as suas limitações e sabem bem quanto lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna às costas… enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais dotados resolvem os problemas, os medíocres repudiam-nos para se defenderem. É um paradoxo angustiante!
Infelizmente temos de viver com essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida.
É assim, sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues “Finge-te de idiota e terás o céu e a terra”. O problema é que os inteligentes costumam brilhar! Que Deus os proteja dos medíocres!...»

sábado, 9 de outubro de 2010

República

A República Portuguesa comemorou a 5 de Outubro de 2010 a bonita idade de 100 anos. Um século. À escala geológica ou da humanidade uma centena de anos são insignificantes, mas se olharmos para este século e tivermos como referência os estado democráticos, a situação altera-se radicalmente.
Começa agora a conhecer-se um pouco mais sobre a implantação da República e aquilo que foi a gestão política na 1.ª República, fruto de um distanciamento temporal e de um aumento de interesse por aquele período da nossa história colectiva. Aquilo que foram as suas virtude, os seus defeitos e os factos que levaram à sua “enterro fúnebre”, com o golpe militar de 28 de Maio de 1926.
A sua “morte” iniciou-se quando Machado dos Santos passou a criticar o caminho da recente criada República Portuguesa, e acentuou-se, quando em 1912, António José de Almeida e Brito Camacho fundaram, respectivamente, o Partido Republicano Evolucionista e o Partido Republicano Unionista, sendo o vazio ideológico foi o seu “coveiro”.
Nestes tempos de comemoração vou lendo, vendo e ouvindo muitas opiniões sobre a República, a antiga e a actual. Passados os festejos de 5 de Outubro a melhor homenagem que se pode fazer ao seu centenário é uma reflexão sobre o estado da República, no clássico conceito que envolve um conjunto de indivíduos, livres e organizados sob leis, de como se poderá melhorar a sua organização e fortalecer este conceito.
À presidência teria ficado bem despoletar esta reflexão.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Simplegis revoga 433 diplomas legislativos

O Conselho de Ministros de 23 de Setembro aprovou uma Proposta de Lei que revoga 433 actos legislativos já não aplicados, cumprindo um dos objectivo do programa Simplegis - simplificar a legislação de modo a que haja menos leis. O Simplegis tem ainda como objectivos:  facilitar o acesso à legislação através de leis mais compreensíveis e garantir uma melhor aplicação das leis. Aprovou também um Decreto-Lei que altera a forma pela qual é dada publicidade a determinados actos jurídicos, substituindo-se a sua publicação em Diário da República por outros meios de divulgação pública de mais fácil acesso e consulta e, em alguns casos, alterando-se a própria forma de aprovação desses actos. Com esta medida evita-se o congestionamento excessivo do Diário da República, e disponibilizam-se esses actos em sítios da internet com pesquisa mais direccionada e mais qualidade de leitura.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Artigo de Clara Ferreira Alves - Para reflectir

Enviaram-me por mail este artigo da Clara Ferreira Alves. Vale a pena ler, reflectir e cada um retirar as suas conclusões.

«Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podresforjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada édefinitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou aocaso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são oscriminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir deapurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde ascoisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, doscomputadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, eesperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente aocaso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, deFátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecidas antes delas, quem as procurou? E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o queaconteceu?Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol,milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha paraa sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados aoesquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam eabusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências ereputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa.»

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Queiroz e a Assembleia da República

O que é que Carlos Queiroz e a Assembleia da República têm em comum? À partida nada.

O denominado caso "Carlos Queiroz" veio confirmar a importância do futebol no nosso país, em que a maioria dos cidadãos pára para ler, ouvir e/ou ver uma notícia sobre o desporto rei, mas não o faz para analisar uma qualquer decisão tomada na Assembleia da República, e que pode ter grandes implicações na sua vida diária.
Há ainda uma outra coincidência entre ambos. Goste-se ou não de Carlos Queiroz, as sua palavras menos elegantes para com a mãe do responsável da ADoP, pese embora o reconhecimento daquele na utilização inapropriada daquele tipo de linguagem, veio trazer a nu outra dura realidade, a de que a grande maioria dos portugueses pouco ou nada se importam com a linguagem e as ofensas que acontecem na casa-mãe da democracia. Referimo-nos, como comparação, ao acontecimento em que um deputado, pelos vistos vice-presidente de uma bancada parlamentar, mandou um seu colega, embora de outra força política, para um determinado “sitio”, no caso órgão do sexo oposto do referido por Carlos Queiroz.
Podendo não ser a motivação principal para o despedimento do seleccionador nacional, aquele caso deixou profundas marcas e fez correr notícias em número despropositado, para o peso do caso. Aconteceu o mesmo ao Deputado? Não. Foi o Deputado repreendido? Pelo que se soube pelos OCS, não.
Como se depreende, ambos os casos apresentam uma relação, que em termos de importância dada pelos os portugueses, pende para o lado do futebol.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ciência na Rua 2010

2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade, e em Estremoz nos dias 11 e 12 de Setembro, matemáticos, químicos, físicos, geólogos e biólogos juntam-se a nove companhias artísticas, nacionais e estrangeiras, criando e interpretando, à sua maneira, algumas das etapas mais significativas da Evolução da Vida no Nosso Planeta.

O "Ciência na Rua", da responsabilidade co Centro de Ciência Viva de Estremoz, teve a sua primeira edição em 2007 e em 2008 Estremoz, conjutamente com Guimarães, Tavira e Lisboa foi considerada "Cidade de Ciência".
Em 2010 as "experiências" irão decorrer entre as 17h00 e as 24h00  no centro da cidade de Estremoz.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Ontem e hoje ou hoje e ontem

“Aproxima-te um pouco de nós, e vê.
O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debanda, os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia.
Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima abaixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
Neste salve-se quem puder a burguesia proprietária de casas explora o aluguer. A agiotagem explora o juro. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. O número das escolas só por si é dramático. O professor é um empregado de eleições. A população dos campos, vivendo em casebres ignóbeis, sustentando-se de sardinha e de vinho, trabalhando para o imposto por meio de uma agricultura decadente, puxa uma vida miserável, sacudida pela penhora; ignorante, entorpecida, de toda a vitalidade humana conserva unicamente um egoísmo feroz e uma devoção automática. No entanto a intriga política alastra-se. O País vive numa sonolência enfastiada. Apenas a devoção insciente perturba o silêncio da opinião com padres-nosso maquinais.”

Este poderia ser um texto escrito nos dias de hoje, com as devidas adaptações, mas não. É de 1871, publicado em” As Farpas – Crónica mensal da política das letras e dos costumes”, de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão e tais são as semelhanças com a vida de hoje que parece não termos saído do Século XIX, o que não é verdade, tais foram as evoluções na sociedade portuguesa. Será que as coisas estão (e são) mesmo más ou é hábito bem português a lamentação e o escárnio constante?

sábado, 10 de julho de 2010

Itinerários da Mudança

Falta alma. Falta debate interno ao PS.
Muitos militantes já o haviam dito, muitos outros o irão dizer.
Dito por um militante de base sobre a estratégia política da secção onde milita, ou sobre o rumo governativo do Partido Socialista tem um peso muito relativo, mas dito por Mário Soares toma outra dimensão.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

27º ANIVERSÁRIO DA ASSOCIAÇÃO FILATÉLICA ALENTEJANA

A Associação Filatélica Alentejana (AFA) assinala no próximo sábado, dia 3 de Julho, os seus 27 anos de actividades exposicionais, inaugurando pelas 12 horas, na Sala de Exposições do Centro Cultural Dr. Marques Crespo, em Estremoz, o Salão Filatélico FILAMOZ 2010. Esta Mostra é constituída por 30 participações de um quadro das diferentes classes filatélicas, pertencentes a filatelistas de todo o país, que irão disputar entre si a posse do TROFÉU DR. ANÍBAL QUEIROGA 2010. O vencedor será o expositor que receber mais votos do público. A votação decorrerá entre as 12 e as 13 horas, sendo sorteado um brinde surpresa entre todos os participantes na votação.
No local funcionará também um posto de correio provido de carimbo comemorativo, representando o distinto filatelista eborense Dr. Aníbal Queiroga, já falecido. Será emitido um selo personalizado com o seu busto, desenhado pelo Dr. Jorge Branco e editado um postal máximo triplo, que é simultaneamente um inteiro postal repicado.
Pelas 13 h 30 min terá lugar o almoço comemorativo do 27º Aniversário da AFA, no Até Jazz Café. No final do almoço será entregue o TROFÉU DR. ANÍBAL QUEIROGA 2010, ao respectivo vencedor. Este Troféu, em prata, está neste momento na posse do Dr. Eduardo Barreiros, vencedor do troféu no ano passado com a sua extraordinária participação "The Kionga Territory - Postal History".
Será ainda entregue o TROFÉU AFA PARA 2010 ao associado João Soeiro, que pela sua acção pessoal tem prestado serviços relevantes à Filatelia Portuguesa, contribuindo para o seu desenvolvimento em Portugal e no Estrangeiro. Este Troféu é constituído pelo "PASTOR ALENTEJANO", peça da barrística popular estremocense da autoria das Irmãs Flores.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

...e primeira equipa em iniciados masculinos

A AJES conquistou o 1.º Lugar no campeonato distrital de iniciados (masculinos), na modalidade de atletismo. Este campeonato contou ainda coma presença dos seguintes clubes: Grupo Desportivo do Reguengo S. Mateus, Estrela Futebol Clube, Grupo Desportivo de Pavia, Grupo Desportivo Diana e Juventude Desportiva de Almansor.

Foi possível obter o 1.º lugar em virtude da coesão do grupo e da regularidade dos resultados.
Em termos individuais os resultados dos atletas da AJES foram os seguintes:
110 metros barreira
1.º Rodrigo Oliveira (17,90)
3.º Filipe Carapeta (21,66)
1500 metros
2.º Sofian Stancin (6.08,39)
250 metros
2.º Luís Valadeiro (36,18)
3.º Paulo Geraldo (41,72)
250 metros barreiras
2.º Rodrigo Oliveira (42,83)
80 metros
5.º Luis Valadeiro (10,72) (foi primeiro na sua série)
8.º Pedro Bravo (11,37) (foi terceiro na sua série)
Salto em comprimentos
2.º Rodrigo Oliveira (4,78)
6.º Pedro Bravo (4,22)
8.º José Carujo (3,77)
9.º Paulo Geraldo (3,54)
10.º Filipe Carapeta (3,49)
11.º Filipe Lopes (3,32)
Dardo – 600 gr
4.º Niculai Stancin (15,09)
8.º Pedro Bravo (12,81)
9.º Fernando Costa (7,05)
Disco – 1 Kg
2.º Fernando Costa (19,99)
8.º Niculai Stancin (8,28)
Peso – 4 Kg
3.º Fernando Costa (7,41)
5.º Filipe Carapeta (5,39)
Pontuação Final
1.º - 85,00 pontos - AJES ASSOCIAÇÃO JUVENIL DE ESTREMOZ
2.º - 60,00 pontos - GDRSM GRUPO DESPORTIVO DO REGUENGO S. MATEUS
3.º - 45,00 pontos - EFC-E ESTRELA FUTEBOL CLUBE
4.º - 35,00 pontos - GDPAV GRUPO DESPORTIVO DE PAVIA
5.º - 22,00 pontos - GDD GRUPO DESPORTIVO DIANA
6.º - 21,00 pontos - JDA Juventude Desportiva de Almansor

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Há coisas que valem o esforço

Adiado em 2006, por questões profissionais do enquadramento técnico envolvido, o projecto do atletismo na AJES, depois de ultrapassadas algumas questões começou a dar os primeiros passos em 2010.
A 29 de Maio os jovens atletas estiveram presentes no Campeonato Regional de Infantis e Juvenis com excelentes resultados, atendendo a que era a primeira prova que realizavam.
Aqui ficam as classificações:
Infantis
60 metros femininos
3.ª Marisa Galapito (10,08)
4.ª Ana Basilio (10,33) – esta atleta ainda é Benjamim B
60 metros masculinos
1.º Filipe Carapeta (8,52)
600 metros masculinos
2.º José Carujo (1.47,8)
60 metros barreiras masculinos
2.º Filipe Carapeta (11,19)
Salto em comprimento feminino
6.ª Marisa Galapito (3,10)
7.ª Ana Basilio (2,98) – esta atleta ainda é Benjamim B
Salto em comprimento Masculino
3.º Filipe Carapeta (4,27)
Lançamento do peso (3 Kg) Masculino
2.º Fernando Costa (8,32)

Juvenis
100 metros masculinos
3.º Luís Valadeiro (12,8) – este atleta ainda é Iniciado
4.º Vyacheslav Shysh (13,5) - este atleta ainda é Iniciado
200 metros masculinos
3.º Luís Valadeiro (27,48) – este atleta ainda é Iniciado
300 metros masculinos
3.º Paulo Geraldes (48,18)- este atleta ainda é Iniciado
Salto em comprimento masculino
5.º Rodrigo Oliveira (4,74) - este atleta ainda é Iniciado
7.º Vyacheslav Shysh (4,15) - este atleta ainda é Iniciado
Triplo Salto masculino
2.º Rodrigo Oliveira (10,57) - este atleta ainda é Iniciado

Em termos colectivos a AJES obteve em infantis o 3-º lugar, tanto em masculinos como femininos e no escalão de juvenis o 3.º lugar em masculinos, não tendo competido neste escalão em femininos.
A 12 de Junho será a vez da realização do Campeonato Distrital no escalão de iniciados. Lá estaremos.

sábado, 5 de junho de 2010

Dia Mundial do Ambiente pela defesa da Biodiversidade

Comemorado a 5 de Junho, o Dia Mundial do Ambiente é um dos principais veículos através dos quais as Nações Unidas estimulam a consciencialização mundial do meio ambiente e reforçam a atenção política e de acção. Este foi o primeiro passo para que em todo o mundo, governos, instituições e cidadãos, passassem a ter uma maior consideração para as questões ambientais.
Sob o tema “Muitas espécies. Um Planeta. Um Futuro”, o Dia Mundial do Ambiente 2010 pretende evidenciar a importância da riqueza global de espécies e ecossistemas para a humanidade apoiando assim o Ano Internacional da Biodiversidade.
O Ruanda será o país anfitrião global do Dia Mundial do Ambiente 2010, onde irá decorrer um conjunto de eventos, de 3 a 5 de Junho, culminando na cerimónia Kwita Izina para dar nomes a bebés gorilas.
Em Portugal a data será também assinalada com algumas actividades que apelam à participação da sociedade civil e da comunidade científica.
O Dia Mundial do Ambiente é comemorado desde 1972, quando foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, para marcar o início da Conferência de Estocolmo sobre o Meio Ambiente Humano.

Ano Internacional da Biodiversidade

A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o ano de 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade, com o objectivo de aumentar a consciência sobre a importância da preservação da biodiversidade em todo o mundo.
A Secretaria da Convenção sobre a Diversidade Biológica foi designada pela ONU, como coordenadora das acções do Ano Internacional da Biodiversidade 2010.
Estabelecida durante a realização da Cimeira da Terra, no Rio de Janeiro em 1992 (Eco/92), a Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) é depositária de um tratado internacional para a conservação e uso sustentável da biodiversidade, com o intuito de promover a partilha dos muitos benefícios advindos da biodiversidade. Com 191 países membros signatários integrantes, a CDB goza de uma adesão quase total na comunidade das nações.
Para o Ano Internacional da Biodiversidade, está previsto um conjunto de políticas a nível nacional, comunitário e europeu. Segundo a Agência Europeia do Ambiente (AEA), as várias políticas incidem em medidas de protecção específicas para espécies e habitats importantes.

Biodiversidade

A biodiversidade engloba a variedade de genes, espécies e ecossistemas que constituem a vida no planeta. Assiste-se a uma perda constante deste conjunto, com extinções e destruições com profundas consequências para o mundo natural e o bem-estar humano.
As principais causas são as alterações nos habitats naturais, resultantes dos sistemas intensivos de produção agrícola, da construção, da exploração de pedreiras, da sobrexploração das florestas, oceanos, rios, lagos e solos, da poluição e, cada vez mais, das alterações climáticas globais.
Os Estados membros da União Europeia ficarão com a responsabilidade de estabelecer uma ambiciosa abordagem política do Plano de Acção com uma proposta de medidas concretas. Os principais objectivos do plano de acção a nível internacional visam reforçar a importância de conservar a biodiversidade tanto para o bem-estar do Homem como para o desenvolvimento da economia e consciencializar o maior número de pessoas possível.
Em Setembro de 2010 terá lugar uma Assembleia Geral das Nações Unidas tendo por tema precisamente a biodiversidade.

http://noticias.sapo.pt

domingo, 9 de maio de 2010

Glorioso 32.º Campeonato

Cinco anos depois, o título volta à Luz. O Benfica conquista o seu 32.º Campeonato Nacional de Futebol.
Para todos aqueles que, como eu, são benfiquistas...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

PARABÉNS

O dia 26 de Abril é, para mim, das datas mais importantes.
Este dia, segundo os apontamentos da história, foi o dia da libertação dos presos políticos em Portugal (1974), da realização da primeira missa no Brasil (1500), do horroroso bombardeamento da cidade espanhola de Guernica (1937) e do acidente nuclear de Chernobil (1986) e o dia em que nasceram algumas figuras importantes como Marco Aurélio (Imperador Romano) ou o pintor francês Eugéne Delacroix, mas é acima de tudo o dia do nascimento do meu filho.
A 26 de Abril de 1999, pelas 13:15H, nascia o Gonçalo. Até hoje só me tenho sentido orgulhoso com ele. Parabéns filhote.

sábado, 24 de abril de 2010

Abril de 1974

O ínicio da mudança. A 1ª senha, para o início das operações militares a desencadear pelo Movimento das Forças Armadas, foi dada por João Paulo Dinis aos microfones dos Emissores Associados de Lisboa:
«Faltam cinco minutos para as vinte e três horas. Convosco, Paulo de Carvalho com o Eurofestival 74, E Depois do Adeus ...».

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Concurso de ideias


CONCURSO DE IDEIAS PARA A REGENERAÇÃO DO CENTRO DA CIDADE DE AVEIRO
5 DE MAIO DE 2010 (QUARTA-FEIRA)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A cidade planeada

A cidade de Brasília (a cidade planeada) foi inaugurada a 21 de Abril de 1960. O seu plano urbanístico, conhecido como “Plano Piloto”, foi elaborado pelo urbanista Lúcio Costa e muitas dos construções foram projectadas pelo arquitecto Óscar Niemeyer.
Brasília é a terceira capital do Brasil, depois de Salvador e do Rio de Janeiro e já em 1761 o Marquês de Pombal apresentou a proposta de mudança da capital do império português para o interior do Brasil.
A idealização do “Plano Piloto” pertenceu à Comissão de Localização da Nova Capital Federal, que sob a presidência do Marechal José Pessoa Cavalcanti Albuquerque elaborou um robusto relatório, com o titulo “Nova Metrópole do Brasil”, sendo responsável pela localização da actual capital brasileira.
Inicialmente, e sob proposta de José Pessoa, o nome da capital era “Vera Cruz”, estabelecendo o paralelismo com nome dado inicialmente ao Brasil pelos descobridores portugueses. O plano respeitava as tradições históricas, com proposta de nomes para as grandes avenidas como “Bandeirantes”, “Independência”, entre outros, e diferentes da toponímia que hoje se pratica naquela cidade.
O Edital do concurso do Plano Piloto foi assinado em 1956 por Ernesto Silva, que sucedeu a José Pessoa, tendo sido publicado no Diário Oficial em 30 de Setembro de 1956.
Todo o traçado das ruas de Brasília obedece ao estabelecido no plano pela empresa Novacap, a partir do anteprojecto do arquitecto Lúcio Costa, sendo que os principais edifícios públicos foram projectados por Niemeyer.
A cidade foi construída em tempo recorde, trabalhando-se de dia e noite, mas a efectiva transferência do governo só aconteceu na década de 1970. Pensada para 600 mil habitantes, tem hoje 2,6 milhões de habitantes.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Simplesmente, OBRIGADO

Sábado fui daqueles que teve a tristeza de acompanha o Zé Costa à sua última morada.
Muitos elogios lhe poderiam ser feitos, da minha parte só tenho a agradecer-lhe. Foi na farmácia Costa que tive o meu primeiro emprego e entrei na vida profissional activa. Simplesmente, OBRIGADO!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci, de seu nome completo Leonardo di ser Piero da Vinci foi uma das figuras mais importantes do Renascimento, nasceu a 15 de Abril, um Sábado, de 1452 no vilarejo de Achiano, na comuna de Vinci, na Toscana, situada no vale do rio Arno e que á época se situava no território dominado por Florença.
Este extraordinário homem destacou-se em áreas como a matemática, a escultura, a pintura, a engenharia, entre outras, sendo ainda conhecido como o precursor da aviação e da balística.
Leonardo da Vinci é frequentemente descrito como o arquétipo do homem do renascimento, um homem cuja enorme curiosidade só tinha paralelo na sua capacidade inventiva.
Era conhecido, no seu tempo como hoje, principalmente como pintor, sendo que duas das suas obras, Mona Lisa e A Última Ceia, são das pinturas mais famosas e apreciadas em todo o mundo.
Leonardo da Vinci é ainda responsável pelo desenho do Homem do Vitrúvio, que é um ícone cultural reproduzido em todo o Planeta e pela concepção, muito à frente do seu tempo, de um helicóptero, de um tanque de guerra, pelo uso da energia solar e uma teoria rudimentar das placas tectónicas, entre muitas outras “novas tecnologias”.
È considerado por muitos como o maior génio da história, devido aos seus muito talentos para a ciência e arte e pela sua criatividade.
Como disse Giorgio Vasari “De tempos a tempos, o Céu envia-nos alguém que não é apenas humano, mas também divino, de modo que através do seu espírito e da superioridade da sua inteligência, possamos atingir o Céu”.

sábado, 10 de abril de 2010

Pelo sonho é que vamos

A 10 de Abril de 1924 nasceu em Vila Nogueira de Azeitão o poeta Sebastião da Gama, de seu nome completo Sebastião Artur Cardoso da Gama.
Cedo passou a também residir em plena Serra da Arrábida, e em Setúbal, Sebastião da Gama por algum tempo também residiu, num quarto alugado na Avenida Luísa Todi, no ano lectivo de 1947-1948, em que leccionou na Escola João Vaz.
Residiu, finalmente, em Estremoz, no «Largo do Espírito Santo, 2-2.º», onde se efectivou como professor, após os anos de estágio na Escola Veiga Beirão de Lisboa.
Em jeito de homenagem deixo aqui um poema de Sebastião da Gama.
Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,
pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos,
basta a esperança naquilo
que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria
ao que desconhecemos
e ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
─ Partimos. Vamos. Somos.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Candidatos PS e PSD Estremoz - Concelhias

De forma a repor a verdade dos factos transcrevo o comentário que deixei no blog http://zedotelhadoetz.blogspot.com/, onde erradamente, muito possivelmente por errada informação, aparece o meu nome como candidato à Secção de Estremoz do Partido Socialista,o que não é verdade.
"Caro "Zé do Telhado"
Por informação de um amigo, que espantado com a notícia surgida no blog me ligou, permita-me que solicite a correcção da informação aqui postada. Não sou candidato à presidência da Secção de Estremoz do Partido Socialista.
Efectivamente na última Comissão Política, tendo os dois responsáveis nos últimos anos pela secção informado que não se canditariam, e não tendo nenhum dos elementos daquele órgão mostrado disponibilidade a tal, através do seu silêncio, informei que ponderava, CASO NÃO HOUVESSE DISPONIBILIDADE DE NINGUÉM, de poder vir a ser candidato. Tendo posteriormente aparecido a disponibilidade do José Daniel Sádio, ficou sem efeito a minha disponibilidade, uma vez que estava assegurada a existência de uma lista para a Comissão Política Concelhia.
Assim, solicito que retire o meu nome, como possível candidato à presidência da Secção Política de Estremoz do Partido Socialista.
Com os melhores cumprimentos
Jorge Canhoto"

terça-feira, 23 de março de 2010

Educação ambiental nas escolas é insustentável‏

A educação ambiental e a educação para o desenvolvimento sustentável nas escolas portuguesas é limitada, demasiado infantil e, ironicamente, insustentável. Este é o retrato crítico que resulta de um inquérito a 15.000 escolas e 2300 organizações não-escolares, cujos
resultados estão num livro a apresentar hoje em Lisboa.
Notícia completa pode ser vista em:
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1428742

sexta-feira, 19 de março de 2010

Primavera

A primavera é a estação do ano que se segue ao Inverno e antecipa o Verão. É a esta estação que se associa o reflorescimento das plantas.
No Hemisfério Norte a Primavera tem inicio a 20 de Março e é designada por “Primavera boreal”, enquanto no Hemisfério Sul é designada por “Primavera austral” e inicia-se a 23 de Setembro.
Em termos de astronomia o Primavera inicia-se, a Norte, no equinócio de Março e termina no solstício de Junho, enquanto a Sul se inicia no equinócio de Setembro e termina no solstício de Dezembro.
No equinócio o dia e a noite têm a mesma duração, sendo que a cada dia que passa o dia aumenta e a noite vai sendo mais curta.
Assim, no hemisfério norte a Primavera inicia-se, em 2010, a 20 de Março às 17h42m, instante que marca o equinócio e prolonga-se até ao próximo solstício que ocorrerá a 21 de Junho às 11h28m.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Dia do Pai


O Dia do Pai tem origem, há mais de 4 mil anos, na Babilónia. Reza a história ou a lenda que um jovem de nome Elmesu criou, utilizando para isso argila, o primeiro cartão alusivo a esse dia, onde desejava sorte, saúde e longa vida a seu pai.
Nos tempos contemporâneos, no ano de 1909, foi Sonora Luise que, nos Estados Unidos da América, resolveu criar o Dia do Pai. O seu principal objectivo era homenagear o seu pai e demonstrar a admiração que por ele sentia. Da sua cidade, Spokane, o interesse pela data espalhou-se para todo o Estado de Washigton, de tal forma que se tornou uma festa nacional. Em 1972 o presidente Richard Nixon oficializou o Dia dos Pais.
O Dia do Pai é comemorado em diferentes datas consoante o País. Nos Estados Unidos é comemorado no terceiro domingo de Junho, enquanto em Portugal se comemora a 19 de Março e no Brasil no segundo domingo de Agosto.

quinta-feira, 11 de março de 2010

11 de Março

O dia 11 de Março carrega consigo acontecimentos da história recente que mudaram o rumo da política em Portugal, no antigo Bloco de Leste e em Espanha.
Em Portugal, a 11 de Março de 1975, militares ligados ao General Spínola, com medo de boatos de uma suposta matança de todos os oficiais conotados com aquele General de que seriam eliminados por sectores ligados ao PCP, tentaram fazer um golpe de Estado.
Foi o próprio Spínola que assumiu o comando do golpe, mas este falha e é o pretexto para que Vasco Gonçalves radicalize o PREC, apoiando-se no COPCON.
Na ex-União Soviética, mas em 1985, e após a morte de Konstantin Chernenko, é eleito secretário-geral do Partido Comunista Mikhail Gorbatchev, que tinha então 54 anos.
Gorbatchev reforma o partido e apresenta o seu projecto que se apoia nas expressões glasnost (transparência) e perestroika (reestruturação), e que levou a que em 1988 a União Soviética abandonasse a doutrina Brejenev e admitisse que a Europa de Leste adoptasse regimes democráticos.
Já em 2004, em Madrid, foram cometidos ataques terroristas em 4 comboios. A investigação policial concluiu serem da autoria de uma célula ligada à Al Qaeda.
Três dias depois os espanhóis foram a votos, e quando até àquela data tudo parecia indicar que seria vencedor o PP de Aznar, foi o PSOE e Zapatero quem venceu as eleições.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Verba volant, scripta manent

Verba volant, scripta manent (as palavras voam, os escritos permanecem).
Este velho termo latino, que significa que as palavras proferidas oralmente voam, enquanto as escritas ficam, tendendo a ser mais duradouras, parece ter origem num discurso de Caio Tito, Senador Romano.
Um termo usado mais recentemente com um significado idêntico diz-nos que o que fica é a obra, palavras leva-as o vento.

segunda-feira, 8 de março de 2010

MULHER

O Dia Internacional da Mulher, que hoje se comemora, teve génese nas manifestações femininas pela melhoria das condições de trabalho e o direito ao voto, que ocorreram na Europa e nos Estados Unidos da América no início do Século XX. O dia de 8 de Março foi a data adoptada pelas Nações Unidas em 1975, para enaltecer as conquistas sociais, políticas e económicas por parte das mulheres.
A ideia da existência de um dia dedicado à mulher foi proposta no contexto da Segunda Revolução Industrial, quando houve a incorporação de mão-de-obra feminina na indústria. Os protestos, que ocorriam com frequência na altura, deviam-se às perigosas condições de trabalho, sendo que as operárias das fábricas de vestuário e da indústria têxtil foram as principais protagonistas desses protestos, contra as péssimas condições de trabalho e os baixos salários, tendo os mesmos acontecido a 8 de Março de 1857, em Nova Iorque.
Também nos anos seguintes ocorreram variados protestos, destacando-se os de 1908, quando a cidade de Nova Iorque assistiu à marcha de 15000 mulheres, que exigiam a redução do horário de trabalho, melhores salários e o direito ao voto.
A primeira vez que o Dia Internacional da Mulher foi comemorado foi no ano de 1909, no dia 28 de Fevereiro, por iniciativa do Partido Socialista da América.
A partir de 1920 essas comemorações esmoreceram, vindo a ser revitalizadas a partir de 1960, por iniciativa dos movimentos feministas.
Para TODAS as MULHERES, um FELIZ DIA!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Olof Palme

Sven Olof Joachim Palme, político sueco nasceu a 30 de Janeiro de 1926 e faleceu em 28 de Fevereiro de 1986. De 1969 a 1976 e de 1982 a 1986, ano em que foi assassinado à saída de um cinema em Estocolmo, exerceu o cargo de primeiro-ministro.
Olof Palme ficou conhecido como um dos maiores exemplos da Social-Democracia, tendo levado mais longe que qualquer outro político a ideia de conciliar uma economia de mercado com um estado social. Durante o seu governo, a Suécia gozou de uma forte economia e dos níveis de assistência social mais altos no mundo. Ficou ainda conhecido como forte opositor do Apartheid e da Guerra do Vietnam, o que lhe causou graves conflictos com os Estados Unidos da América.
Ainda hoje é desconhecida a identidade do seu homicida e as razões pelo qual o matou. Tem havido teorias da conspiração para todos os gostos, desde serviços secretos sul-africanos ou americanos até movimentos curdos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Portugal e o futuro


A 22 de Fevereiro de 1974, é publicado o livro Portugal e o Futuro, do General António de Spínola, onde o ex-governador da Guiné-Bissau defende, após 13 anos, o fim da Guerra Colonial com uma solução política e não militar como a única saída para o conflito e a liberalização do regime.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Um país nervoso

Os últimos tempos têm revelado um país nervoso, daquele nervoso miudinho que retira o discernimento. Um país que se entretêm a olhar para o acessório e se esquece do essencial. Toda a gente “grita” querendo chamar a si a razão de tudo e mais alguma coisa, deixando de lado a discussão essencial de como “tocar o barco para a frente”.
São alusões nervosas ao segredo (ou falta dele) de justiça, que se ligam a queixas da falta de liberdade de expressão. O que é engraçado é que quem alega que há falta de liberdade de expressão é quem tem direito de ir às televisões clamar por tal, de escrever nos jornais sobre escutas privadas, entre muitas outras coisas.
Neste nervoso miudinho até há quem ache que devemos financiar quem paga o IVA a uma taxa mais baixa, atirando para as calendas o rigor.
O mais grave é que este nervoso parece estar a contagiar todos os políticos e decisores, que parece já não terem a clarividência necessária e assumam posições e opiniões que vão ao arrepio do bom senso. Este país precisa, para já, de bom senso.

domingo, 31 de janeiro de 2010

31 de Janeiro de 1891, o começo da República


A Revolta de 31 de Janeiro de 1891 foi o primeiro movimento revolucionário que teve por objectivo a implantação do regime republicano em Portugal. A revolta teve lugar na cidade do Porto e iniciou-se na madrugada de 31 de Janeiro, quando os sargentos do Batalhão de Caçadores N.º9 se dirigiram para o Campo de Santo Ovídio, mais tarde renomeado de Praça da República. A estes militares juntaram-se pelo caminho o Alferes Malheiro, o Regimento de Infantaria N.º 10 e uma companhia da Guarda Fiscal.
Os revoltosos dirigiram-se à Câmara Municipal do Porto, que se situava na Praça D. Pedro, hoje Praça da Liberdade, onde ouviram Alves da Veiga, da varanda da Câmara do Porto, proclamar a Implantação da República.
Foi hasteada uma bandeira vermelha e verde e por entre vivas à República a multidão que assistia decidiu tomar a estação dos Correios e Telégrafos, onde no caminho foi barrada pelo destacamento da Guarda Municipal, afecta à Monarquia.
A Guarda Municipal abriu fogo, em resposta a tiros que terão partido dos populares, vitimando civis e militares revoltosos. A multidão civil iniciou a sua fuga e com ela alguns militares. Ainda houve militares que tentaram resistir barricando-se na Câmara Municipal, onde a Guarda, ajudada por artilharia da Serra do Pilar, por Cavalaria e pelo Regimento de Infantaria N.º 18, forçou a rendição. Às dez da manhã tudo tinha terminado.
Alguns daqueles que tinham estado na origem da revolta conseguiram fugir para o estrangeiro, casos de Alves da Veiga, Sampaio Bruno ou António Claro.
Os revoltosos foram julgados por Conselhos de Guerra em navios ao largo de Leixões. Para além dos civis foram julgados 505 militares. Houve condenações a penas que variaram entre 18 meses e 15 anos de degredo em África para cerca de 250 dos julgados. Em 1983 alguns seriam libertados em virtude de uma amnistia.
Embora não tendo obtido o sucesso desejado, a 31 de Janeiro de 1891 foram lançadas as sementes que daria fruto a 5 de Outubro de 1910 com a Implantação da República.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Carroça vazia

Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me para dar um passeio no bosque, que eu aceitei com prazer. Parou numa clareira e depois de um pequeno silêncio perguntou-me:
- Além do cantar dos pássaros consegues ouvir mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos e alguns segundos depois respondi:
-Estou a ouvir o barulho de uma carroça.
- Isso mesmo, disse meu pai, é uma carroça vazia.
Perguntei então:
-Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
Ora, respondeu meu pai. É muito fácil saber se uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto, e até hoje, quando vejo alguém falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grossura, prepotente, interrompendo a conversa e querendo demonstrar que é dono da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo: “Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz”.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

2010 Ano Internacional da Biodiversidade

A biodiversidade continua a ser perdia a uma taxa sem precedentes, ameaçando assim a capacidade do planeta de continuar a fornecer produtos e prestar serviços. A actual taxa de extinção está estimada em que seja 1.000 vezes superior à taxa natural. Podemos estar a entrar numa nova era de extinção em massa global de espécies, sendo que desta vez a responsabilidade cabe aos seres humanos.
Foi por esta razão que a Assembleia Geral da ONU declarou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade. Pretende-se com esta “comemoração” envolver as pessoas na luta para preservação da vida na Terra.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Um poema de Fernando Pessoa

" Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Zé do Boné


Passam hoje 25 anos sobre a morte de José Maria Pedroto, que aos 56 anos foi “roubado” à família do futebol português.
Para os adeptos do futebol, que como eu não são adeptos do F.C. do Porto, não podem no entanto deixar de reconhecer que foi ele quem idealizou o Porto europeu.
Enquanto jogador passou pelo Lusitano de VRSA, Belenenses e F.C. Porto, onde foi campeão nacional em 1955/56 e em 1958/59. No Porto conquistou também uma Taça de Portugal.
Em 1960, é o primeiro treinador Português com curso superior. Foi um treinador com excelentes capacidades técnicas associadas a um discurso agressivo, que viria mais tarde a caracterizar outro José (Mourinho).
Como treinador, a selecção portuguesa de juniores conquista o seu primeiro título Europeu!
A primeira equipa sénior que treinou foi a Académica, depois treinou o Leixões e o Varzim, que estava no seu 2º ano na primeira divisão.
Em 1966 realizou um sonho: tornar-se treinador principal do FC Porto, onde ficou até 1969, tendo vencido uma Taça de Portugal. Foi depois para o Vitória de Setúbal, sendo uma vez vice-campeão, uma vez finalista da Taça. Ainda coleccionou três terceiros lugares e um quarto lugar nos Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão em que participou entre as épocas de 1969/70 e 1973/74 e obteve excelentes prestações nas competições europeias, atingindo por duas ocasiões os quartos de final da Taça Uefa, concretamente nas épocas de 1970/71 e em 1972/73.
Em 1974 foi treinar o Boavista, onde em dois anos obtém um 2º lugar no campeonato e vence 2 Taças de Portugal.
Regressou ao F.C. Porto em 1976 onde venceu dois Campeonatos (1977/78 e 1978/79) e uma Taça de Portugal. No ano seguinte ruma a Guimarães para treinar o Vitória local onde esteve 2 épocas, obtendo um 4º e um 5º lugar.
Volta ao seu F.C. Porto em 1982/83, já com Pinto da Costa como presidente, tendo vencido uma Taça de Portugal e sido finalista da Taça das Taças. No seu regresso ao Porto são forjados os alicerces de um F.C. Porto que posteriormente conquista os títulos de Campeão Europeu e do Mundo.

Terminou a vida (a tentar satisfazer os seus últimos desejos, bebendo whisky por uma colher e fumar um último cigarro) de homem invulgar que seguramente marcou uma época e um estilo no futebol português.

Palmarés
Como jogador
• 2 Campeonatos Nacionais
• 1 Taça de Portugal
• 17 internacionalizações

Como treinador:
• 2 Campeonatos Nacionais
• 5 Taças de Portugal
• 4 vezes finalista da Taça de Portugal.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Acreditar em 2010

O início de cada ano é a altura em que todos renovamos a esperança no nosso futuro individual e colectivo. Esta renovação, dos mesmos ou de novos desejos, tem um significado especial para cada um de nós. É um momento de paragem e reflexão sobre o passado recente e o preparar de uma nova caminhada para os 365 dias que se aproximam.
É o momento de reiniciar projectos “esquecidos” ou abandonados por falta de tempo, de iniciar outros e encerrar alguns. É um momento de avaliação e de programação e todos, com mais ou menos ambições, o fazemos.
Para mim, o começo de cada ano é mais um passo onde quero deixar melhor o que encontrei, continuar na procura diária da felicidade, sem abandonar aquele valor que designamos por integridade, sorrindo com as coisas boas e concentrando-me no essencial.