quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Tito de Morais

Foto: http://titomorais.blogs.sapo.pt
Hoje dia 14 de Dezembro, cumprem-se dez anos da morte de Manuel Tito de Morais (1910-1999), engenheiro, militar e político português.
Tito de Morais iniciou a actividade política na resistência antifascista quando, em 1945, integrou a Comissão Central do Movimento de Unidade Democrática. Condicionalismos políticos levaram-no a passar por vários países, onde na Argélia foi dirigente da Junta de Salvação Nacional e, em Genebra, em 1964, fundou a Acção Socialista Portuguesa, que deu origem ao PS em 1973.
Foi deputado à Assembleia Constituinte em 1975 e à Assembleia da República no ano seguinte. Foi vice-presidente da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa e vice-presidente da Assembleia da República entre 1977 e 1983, ano em que foi eleito Presidente, cargo que desempenhou até 1985.
No 6.º Congresso do Partido Socialista foi eleito para a presidência do partido entre 1986 e 1988.

domingo, 13 de dezembro de 2009


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A inveja

"A inveja (o ciúme) é a homenagem que a inferioridade tributa ao mérito." (Puisieux)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Porreiro pá!

O tratado de Lisboa já está em vigor. Depois de dois anos de avanços e recuos, o tratado de Lisboa, assinado em Lisboa em 2007, entrou finalmente em vigor depois de ratificado pelos 27 estados-membros que compõem a União Europeia.
O último estado a ratificar o tratado foi a República Checa, sendo que na maioria dos estados a ratificação aconteceu por via parlamentar, com a excepção a pertecencer à Irlanda, onde foram necessárias duas idas às urnas para se atingir o “Sim” por parte da maioria dos irlandeses.

domingo, 29 de novembro de 2009

http://posturadeestado.blogs.sapo.pt

Passamos vidas inteiras desesperadas, embrenhados em problemas e ponderações, em análises detalhadas do quotidiano e reflexões exacerbadas de quem somos, canalizando paixões para esta compulsão doente e humana que é encontrar o sentido da vida. Encontrar um sentido qualquer que seja, uma explicação profunda e inconsciente para tudo o que é, o que se vai fazendo, o que nos acontece, o que pensamos.
São dias, semanas, meses e anos em que não evitamos sentirmo-nos dormentes ao Tempo – de tanto método e ciência perdemos a capacidade inata de desfrutar a Graça de Viver, os dons que nos são paulatinamente dados. Desperdiçamos talentos e vocações, apagamos chamas criadoras para não nos distrair desta psicose louca, de nos prepararmos para uma vida que nunca chegamos bem a viver. Para quê? Para dar desculpas aos pequenos vícios, alimentar com justa causa a nossa preguiça, estimular a insensibilidade ao pequeno – porque nada nos satisfaz, de tão óbvio que se nos torna a intenção por detrás.
Às tantas, de tantas camadas de essências que ansiamos por tornar nossas, escondemos o que é de basilar e sublime. O Homem vai-se perdendo, e como está é uma designação vasta – de uma tamanha nobreza impessoal, que até requer maiúscula – esquecemo-nos de quem "ele" é: cada um no seu contexto, no seu plano natural, com as suas características e personalidade. Porque todo o conjunto parte de vários unidades individuais, neste caso, de vida.
Vamos burocratizando tudo, sistematicamente, num desenfreado de organização, catalogando a mais pequena peça do jogo da nossa vida. As definições, do que sejam, passam a ser tão específicas que nos restringem ao ponto de elas deixarem de ter significado e utilidade. As sensações, por serem ontológicas, tornam-se inválidas. As percepções, por passarem por filtros pessoais, consideram-se distorções da realidade. Os raciocínios, pelo esforço mental que pressupõem, são demasiadamente obscuros e exigentes para serem aceites.
Por calcularmos tantas médias, elaborar tantos padrões e perfis, tentamos chegar ao chamado “ponto de equilíbrio” – evidentemente anormal e suspeito, dado que somos uma combinação incandescente de características diversas –, e recatados nesta tentativa de encaixar, contentamo-nos ao sonhar com originalidade.

Acostumámo-nos ao formigueiro de quem tanto se preocupa em sentir, que nada sente. Percorremos mil caminhos, lemos mil livros em busca de um algo que identificamos prazer – que de tão racionalizado, não é nada –, e fugimos tanto à dor que esquecemos o valor do sofrimento, como elemento construtivo.
Estamos numa sociedade que de Ser não tem nada, que se fechou numa redoma em que nada sente, e que de tal modo se afogou em restrições que não tem espaço nem tempo para respirar a brisa fresca da Razão, das construções mentais com o que de relativamente certo nos advém.

Fomos roubados, tiraram-nos tudo! Até as crenças, até a esperança, num turbilhão de nadas que nos paralisam. A única força profunda e modificadora, que ainda tem a capacidade de nos moldar, é o anelo visceral e uterino que nesta caminhada sempre nos acompanha, necessário à certeza de que estamos condenados à nossa incompletude, inacabados, que nos sempre faltará algo que nunca língua nunca será capaz de pronunciar: a nossa maior ambição ganha corpo numa incógnita, que é comum a todos os que pensam. O que é então o desejo humano de que todos comungamos?
Igualdade? Justiça? Fraternidade e comunhão? Paz? Felicidade? Perfeição? A Verdade? Tantos conceitos puros que hoje se ficam pelo papel, sobrevoados por ideias distintas e contrárias do mesmo Ideal último ainda não experienciado.
Soterrados debaixo de preceitos (e preconceitos) que pesam, debatemo-nos, revoltamo-nos em vão,... sem a conclusão nenhuma chegar. Nem do que é, nem de como o obter. Contudo, é esta a inconveniência que nos atormenta: a certeza expressa, ou mesmo que amordaçada, implícita, de que não nos bastamos e assim o é, pelas condicionantes atávicas da nossa própria humanidade.
Alguns desistem. A maioria, contudo, prefere deixar-se cair num laxismo que se traduz na adicção (qualquer que seja) de modo a viver numa dormência infernal que nos distrai dos nossos próprios desígnios... Ou não é todo o vício uma distracção?
Contudo, há os que persistem, aproximando-se perigosamente do seu objectivo – o da derradeira e intemporal busca humana, pelo cerne amorfo comum e partilhado e que, sem o viver, todos conhecemos. O Mistério final, inicial, que tudo envolve.

Não digo que algum dia vamos encontrar aquilo, o precioso “aquilo” de que todos estamos à procura, e não tem nome. A religião, a filosofia, a psicologia, a sociologia, todas as "ias" do Mundo e seus teóricos se debatem em reflexões e contra-reflexões milenares, para o definir... Mas num dia, um longínquo próximo dia, vamos acordar para a vida; para realizar que temos tudo o que é preciso. E através do cumprimento recto do Dever – do que tem de ser feito, de tudo o que de bom podemos – aí, chegaremos, em pleno, à Felicidade, à Perfeição, ao Espírito. Nesse dissipar transcendente de trevas e Luz, nesse momento em que o conceito onírico do que, para o comum dos mortais é real, se clarifica e desabrocha num estado atento de vigília; só e apenas aí percebemos que o que importa: a procura, a paixão, é o desejo maravilhoso de nos ultrapassar em cada momento, e o esforço que colocamos para o fazer. Porque se nada me falta se em tudo o que faço e com tudo o que me acontece agir verdadeiramente, pondo aí tudo o que tenho e o que sou, torno-me. Ultrapassar a mera existência é partir do sobreviver para a Vida.
Nesta trilogia "sobrenaturalmente humana" de Amor, Fé e Dever, expresso numa fortaleza individual interior inalienável, nos Tornamos. Tal é a aspiração máxima de existir: libertar-se quando se dignifica; dignificar-se na sua libertação.
Liberdade absoluta é, com os elementos que nos são e vão sendo impostos, as coacções biológicas, psicológicas e sociológicas, (num uno indivisível e fantástico de quem somos), lutar pelo melhor. Construirmo-nos a nós e ao nosso meio. Ver sintetizado um Todo que dividido seríamos incapazes de compreender. O objecto, qualquer que seja, é moldado por quem o capta.
O único objectivo e simultaneamente obrigação da nossa existência é, desta maneira e de todas as formas, Ser. E consciencializar a nossa própria transcendência é escolher a Felicidade, todos os dias.
Sem dificuldades e sem o peso da nossa efemeridade, valeria mesmo a pena viver? Não. A finitude, a falibilidade, são os instrumentos de dignificação da pessoa.
Citando Churchill: success is going from failure to failure without losing enthusiasm.

publicado por Francisca Soromenho em http://posturadeestado.blogs.sapo.pt/

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Sexta-Feira 13

A sexta-feira 13, ou seja, uma sexta-feira no dia 13 de qualquer mês, é considerada no imaginário e nas crenças populares como um dia de azar. "Paraskavedekatriaphobia" é o medo/fobia da sexta-feira 13. A origem desta superstição está intimamente ligada à Ordem dos Templários. No dia 13 de Outubro 1307, uma sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França, os cavaleiros do Templo foram presos e na sua maioria torturados e, mais tarde, executados, por heresia.
A partir dessa data passou a entrar nas crenças populares o medo/fobia da sexta-feira dia 13, como sendo um dia de azar. Infelizmente foi-o para todos aqueles que Filipe IV mandou executar nessa data.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Regionalização

Em Portugal (Continental) não existem regiões naturais perfeitamente definidas, em que cada um possa apontar facilmente as suas fronteiras, seja por factores de natureza orográfica ou questões culturais. Assim, a regionalização não pode acontecer em virtude desses factores mas sim por vontade política de descentralizar os poderes centrais para a administração regional e local.
Com a implementação da regionalização esta entidade assume competências que deixam de estar na “posse” da Administração Central, estando a tomada de decisão mais próxima da população, não sendo, como se deverá compreender, uma solução para terminar com as assimetrias existentes.
Aos poucos as condições para implementação da regionalização vão sendo criadas, estando os partidos, que outrora a ela se opuseram, mais abertos a tal solução. O novo governo, sem maioria e num clima de abertura e diálogo, parece ter nesta legislatura uma excelente oportunidade para avançar nesse sentido.
No entanto, sendo 2011 anos de eleições presidenciais, não me parece que PS e PSD queiram antes daquele acto avançar com qualquer proposta nesse sentido, o que a acontecer só lá para meados da legislatura.
Percebe-se que o País precisa de uma urgente e até talvez profunda reforma administrativa, no entanto as condições para iniciar o processo têm de estar criadas, não só nos partidos mas acima de tudo nos cidadãos.
A iniciar-se todo este processo só em 2011 poderá “cheirar” a muito mais que uma efectiva revolução no sistema administrativo do País, não nos podemos esquecer que nas próximas eleições autárquicas há muitos presidentes de câmara que não vão poder recandidatar-se, e desta forma seja aberta uma “guerra” por lugares que transformem um processo necessário numa espécie de “segunda volta das autárquicas”, criando o descrédito numa população que já tem dos políticos tão má ideia.
Portanto a reforma administrativa terá de ser muito mais profunda e ir mais além que só a regionalização.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O bobo da corte


O bobo da corte terá sido o antecedente do palhaço, sendo que hoje ambas as figuras se confundem sendo uma e única pessoa. O bobo da corte, bufão, bufo ou simplesmente bobo é o nome dado ao “lacaio” encarregado de entreter e que procurava, em tempos de monarquia tal como hoje, agradar ao “chefe”.
Da definição plasmada no dicionário retira-se: Bobo, adj. m. (do lat. balbus). Tolo; Pateta. S.m. 1. Indivíduo normalmente de físico defeituoso que divertia príncipes e reis. 2. Indivíduo tolo, parvo. 3. Pessoa que profere disparates.
A figura do bobo teve origem no Império Bizantino e no fim das cruzadas tornou-se figura comum nas cortes da Europa. Vestia, tal como hoje se veste o novo bobo, com roupas espalhafatosas.
O bobo serve para divertir, canta, toca algum instrumento e é, geralmente, o cerimonial das festas. Tal como na época da monarquia o bobo tem língua afiada e diz aquilo, que não tendo coragem, o “chefe” gostaria por vingança pessoal de dizer, isto porque ao bobo tudo é permitido sem que dele façam caso ou o levem a sério.
Com má-língua fala sobre uma realidade que desconhece, revelando as discordâncias e expondo as ambições do “chefe”. É um indivíduo de grotesca figura.
O bobo adora ser bobo. Sempre que o bobo abre a boca, sem entrar mosca, (e o mal repete-se “n” vezes), o povo aplaude, mesmo sem entender o tamanho da calamidade pronunciada.
O bobo adora, actualmente com recursos a novas tecnologias (os bobos de antigamente evoluíram, também mais faltava que não houvesse alguma evolução), abordar falaciosamente o presente, babando de ganância e avidez pela faculdade que se outorga para delapidar o bem comum. E no meio deste arraial de inépcia e ignorância o bobo gostaria que o levassem a sério sendo um escarro desconhecedor da decência e da honra.
O “grande” bobo auto promove-se, não só em frente do espelho, do alto dos palcos que todos os dias inventa para mostrar a sua incapacidade, mas também em frente da Câmara.
Nas peças escritas por Shakespeare, o bobo é figura recorrente, sendo ingénuo e inconsequente, porém de língua afiada, que só serve para insultar e fazer comentários ásperos geralmente desprovidos de verdade.
Na Roma decadente não havia banquete, onde depois das dançarinas, dos acrobatas, dos macacos amestrados vinham os bobos - os gelotopoios, que, em grego, significa os homens que fazem rir a sociedade.
Na Idade Média, o Bobo, com as suas vestes multicores, composta por um saio (esta é a parte efeminada do bobo) de guizos pendentes e gorro divertia, escarnecendo e lacerando reputações e honras, e alimentava injustiças.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O Palhaço


A estadia em Estremoz do circo Victor Hugo Cardinali, apresentado como o n.º 1 dos circos em Portugal, levou-nos a reflectir sobre uma das figuras sempre presentes nos espectáculos circenses, o palhaço.
O circo é composto por muitos números e artistas como os trapezistas, malabaristas, ilusionista, domador de animais, etc., uns de demonstração de coragem, outros de mestria e inteligência, mas é o palhaço que nos faz rir.
O palhaço apresenta-se, geralmente, numa dicotomia expressa nas figuras dos palhaços “pobre” e “rico”. Do primeiro pouco há a dizer. Diz umas piaditas e pouco mais que isso.
Já o palhaço “rico”, ou supostamente “rico”, apresenta maior complexidade de análise. Ninguém sabe de onde lhe vem a “riqueza” para poder comprar as fatiotas com que se apresenta, que diga-se são sempre efeminadas deixando-nos na dúvida sobre a sua verdadeira orientação sexual. Devido àquilo que o próprio considera ser o seu “estatuto” (que não tem) há situações que nos deveriam levar às lágrimas e não ao riso, principalmente a sua falta de humildade, falta de inteligência e de capacidade de actuação.
Este palhaço tenta também nas suas actuações cantar. Dizemos tenta, embora o palhaço pense que o faz, porque cantar para ele é uma miragem, sendo a sua actuação mais uma gritaria que outra coisa, embora o “público” o iluda e bata palmas. Afinal é o palhaço, serve para divertir os outros.
Esta figura também gosta de monopolizar as atenções durante o “espectáculo”, não só pela sua fatiota efeminada, mas também durante o espaço que lhe é destinado para actuar de se agarrar ao microfone (que quer só para si) para dizer uma dúzia de asneiras, a que ele chama interacção com o público.
Das muitas figuras do circo o palhaço é efectivamente isso mesmo: PALHAÇO. Não tendo “sumo” na sua intervenção assume a piada jocosa e a mentira para divertir e fazer rir o público, mas o riso faz parte da vida, e na vida tem sempre de existir um palhaço para podermos rir. É isso que o palhaço faz, faz-nos rir.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Um "Poema" sobre a vida

Cada Um Tem de Mim Exactamente O que Cativou, e Cada Um É Responsável pelo que Cativou, Não Suporto a Falsidade e a Mentira, a VERDADE Pode Doer, mas É SEMPRE Mais DIGNA. Bom Mesmo É Ir à Luta com DETERMINAÇÃO, Abraçar a VIDA e VIVER Com PAIXÃO. Perder com Classe e Vencer com OUSADIA, pois o Triunfo Pertence a Quem SE ATREVE e a VIDA É MUITO para Ser Insignificante. Eu Faço e Abuso da FELICIDADE e Não Desisto dos Meus Sonhos. O Mundo Está nas MÃOS DAQUELES que TÊM CORAGEM de Sonhar CORRER o RISCO de VIVER OS SEUS SONHOS.
Coragem...Coragem. Coragem é não Procurar Desculpas para ser Feliz !!!!!!!!!

Charles Chaplin

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Autárquicas 2009

Um amigo enviou-me um mail onde me questionava porque não tinha feito nenhuma análise às eleições autárquicas.
Não o fiz porque, após tanta análise de tanta gente, a minha opinião seria somente mais uma e nada de novo acrescentaria. Uns atingiram o objectivo e ganharam, outros não o atingiram e perderam. As análise dos porquês ficam para os “especialistas”.

domingo, 18 de outubro de 2009

Estremoz tem a maior avenida da Europa com iluminação pública de tecnologia LED

Estremoz tem desde 16 de Outubro a maior avenida da Europa com iluminação pública de tecnologia LED, ao abrigo de um programa de eficiência energética. Segundo a Lusa, André Neves administrador da empresa responsável pelo projecto, afirmou que o município de Estremoz aderiu à iniciativa e inaugurou sexta-feira à noite a iluminação pública com aplicação de tecnologia LED, na Avenida 9 de Abril, com cerca de um quilómetro de extensão. Segundo o responsável, a aplicação de tecnologia LED, naquela avenida, quando comparada com a tecnologia de vapor de sódio, resulta em "melhor qualidade de iluminação, redução do consumo energético, redução de emissão de dióxido de carbono e poupança financeira". Com a aplicação da nova tecnologia o equipamento dura 14 anos e permite poupar 60 por cento da energia consumida.
Fonte: Diana FM

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Batalha

Foto:http://algarvalentejo.blogspot.com

Encontrei, por acaso, num blog sobre velhas glórias do desporto rei(http://www.algarvalentejo.blogspot.com/) a descrição sobre este jogador de futebol, que parece terá feito também história em Estremoz.

(Augusto Santos Batalha, 11/7/28, Sesimbra) - Médio / Extremo-esquerdo

Jogador histórico do Lusitano de Évora dos bons tempos da 1ª Divisão. Batalha fez também história no C.F.Estremoz, ao conseguir apurar o clube alentejano para a 3ª Divisão numa época onde o Hoquéi em Patins era o desporto favorito da população da cidade do Alto Alentejo.

46/47-Sesimbra-------------jun.
47/48-Sesimbra-------------Region.
48/49-Sesimbra-------------Region.
49/50-Sesimbra-------------Region.
50/51-Vitória Setúbal-------I
51/52-Benfica-----------------I
52/53-Lusitano Évora-------I
53/54-Lusitano Évora-------I
54/55-Lusitano Évora-------I
55/56-Lusitano Évora-------I
56/57-Lusitano Évora-------I
57/58-Lusitano Évora-------I
58/59-Lusitano Évora-------I
59/60-C.F.Estremoz---------Region.
60/61-C.F.Estremoz---------Region.
61/62-C.F.Estremoz---------III

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Um Mundo Sem Regras

“Nestes primeiros anos do século XXI, o mundo apresenta numerosos sinais de desregramento. Desregramento intelectual, caracterizado por um ímpeto das afirmações identitárias que torna difícil qualquer coexistência harmoniosa e qualquer verdadeiro debate. Desregramento económico e financeiro, que arrasta todo o planeta para uma zona de turbulências com consequências imprevisíveis e que é o sintoma de uma perturbação do nosso sistema de valores. Desregramento climático, que resulta de uma longa prática da irresponsabilidade...Terá a humanidade atingido o seu «limiar de incompetência moral?» Neste oportuno retrato do início do milénio, o autor procura compreender como se chegou a esta situação e como se poderá sair dela. Para ele, o desregramento do mundo deve-se menos a uma «guerra das civilizações» do que ao esgotamento simultâneo de todas as nossas civilizações, nomeadamente dos dois conjuntos culturais de que ele próprio se reclama - o Ocidente e o mundo árabe. O primeiro, pouco fiel aos seus próprios valores; o segundo, fechado num impasse histórico. Um diagnóstico inquietante mas que termina numa nota de esperança: o período tumultuoso em que entramos poderá levar-nos a elaborar uma visão finalmente adulta das nossas prerrogativas, das nossas crenças, das nossas diferenças e do destino do planeta que nos é comum”.
Esta é a sinopse do livro “Um Mundo Sem Regras” de Amin Maalouf, autor que por “culpa” do meu amigo Rui Dias, do Centro de Ciência Viva de Estremoz, descobri.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Viagens no meu partido


Comprei, por simples curiosidade, o livro “Viagens no meu partido” cujo autor é Celso Guedes de Carvalho, e confesso que estou a adorar.
Os textos que constituem o livro, edição da Esfera do Caos, foram escritos para o blogue
http://sol.sapo.pt/blogs/celso e deixo abaixo a sinopse do mesmo.

Sinopse

Imagine que acabou de provar uma especialidade e que quer saber como se confecciona. Possivelmente vai tentar obter a receita num livro de culinária. Agora imagine que ser saber como são feitas as listas de deputados, para que servem as estruturas partidárias, onde param os círculos uninominais ou onde estão os deputados que elegemos. Vai ser um pouco mais difícil de encontrar as respostas.

Neste livro vai encontrar algumas interrogações e respostas sobre a “confecção” de várias especialidades da esfera política portuguesa.

Estamos perante uma publicação que aborda de uma forma construtiva (por vezes acutilante) alguns dos assuntos políticos que estão (ou deveriam estar) na ordem do dia. Mas, ao contrário do que seria expectável, não vai encontrar a tradicional visão de um político. Esta é uma análise que tem por base a vida real, de gente real e para gente real.

Nos 39 artigos é notório o desafio do autor à sociedade civil e ao PS bem como uma certa urgência nos assuntos que aborda. Face ao descrédito generalizado relativamente ao exercício da actividade política o autor decidiu “fazer-se à estrada” e dar o seu contributo para alterar esta situação.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

CONTO POPULAR

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas divertia-se com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam-lhe a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra menor, de 2.000 RÉIS. Ele escolhia sempre a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Um dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não tinha percebido que a moeda maior valia menos. "Eu sei" - respondeu o tolo. "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou ganhar a minha moeda." Podem-se tirar várias conclusões desta pequena narrativa. PRIMEIRA : * Quem parece idiota, nem sempre é.
SEGUNDA:* Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
TERCEIRA:* Se você for ganancioso, acaba estragando sua a fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.
MORAL MAIOR*"O MAIOR PRAZER DE UM HOMEM INTELIGENTE É PARECER O IDIOTA, DIANTE DE UM IDIOTA QUE PARECE O INTELIGENTE".

sábado, 1 de agosto de 2009

Estratégia eleitoral

Numa disputa eleitoral há sempre duas alternativas de base aquando da votação, uma a da escolha do melhor candidato, a outra a escolha do candidato menos mau.
Para facilitar reduzamos a análise a apenas dois oponente, o A e o B.
Há uma “estratégia” positiva, onde cada um dos candidatos tentará ganhar o maior número de adeptos (votos), apresentado propostas e se ambos tiverem a mesma estratégia, o que elevará a qualidade da democracia, origina-se uma competição pela positiva. A outra “estratégia”, é um dos candidatos, o A por exemplo, querer demonstrar que o candidato opositor (B) é pior que ele. Este tipo de actuação origina uma actuação negativa, que poderá levar à destruição de ambos, se utilizarem os dois a mesma estratégia.
Quando ambas as estratégias estão presentes, geralmente a competição negativa ganha terreno, e tudo se pode encaminhar para a destruição mútua, ganhando aquele que perdeu menos.
A escolha recai assim entre o candidato que se gostaria de ter ou o menos mau entre o que não se gostaria de ter, sendo esta uma estratégia do mal menor. Neste último caso o grande perdedor é sempre o processo democrático e a comunidade onde o candidato, que após ser eleito, passará a “governar”.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Poema do alegre desespero

Compreende-se que lá para o ano três mil e tal
ninguém se lembre de certo Fernão barbudo
que plantava couves em Oliveira do Hospital,

ou da minha virtuosa tia-avó Maria das Dores
que tirou um retrato toda vestida de veludo
sentada num canapé junto de um vaso com flores.

Compreende-se.

E até mesmo que já ninguém se lembre que houve três impérios no Egipto
(o Alto Império, o Médio Império e o Baixo Império)
com muitos faraós, todos a caminharem de lado e a fazerem tudo de perfil,
e o Estrabão, o Artaxerpes, e o Xenofonte, e o Heraclito,
e o desfiladeiro das Termópilas, e a mulher do Péricles, e a retirada dos dez mil,
e os reis de barbas encaracoladas que eram senhores de muitas terras,
que conquistavam o Lácio e perdiam o Épiro, e conquistavam o Épiro e perdiam o Lácio,

e passavam a vida inteira a fazer guerras,
e quando batiam com o pé no chão faziam tremer todo o palácio,
e o resto tudo por aí fora,
e a Guerra dos Cem Anos,
e a Invencível Armada,
e as campanhas de Napoleão,
e a bomba de hidrogénio,
e os poemas de António Gedeão.

Compreende-se.

Mais império menos império,
mais faraó menos faraó,
será tudo um vastíssimo cemitério,
cacos, cinzas e pó.
Compreende-se.

Lá para o ano três mil e tal.

E o nosso sofrimento para que serviu afinal?

"António Gedeão"

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Nada é impossível

Enquanto estiver vivo
jamais diga que é impossível,
o perdedor de hoje,
será o vitorioso de amanhã
O impossível de ontem
Pode ser possível hoje.

“Daisaku Ikeda”

domingo, 19 de julho de 2009

Os indecisos

Poderemos considerar, grosso modo, que em qualquer acto eleitoral existem somente dois grupos. O grupo dos politicamente definidos e o grupo dos indecisos. È neste último que reside a vitória ou a derrota de qualquer força política. Aqueles que em momentos anteriores a qualquer campanha eleitoral não sabem em quem votar, poderão determinar a vitória ou a derrota.
É por isso que as campanhas eleitorais se deverão dirigir para o “exterior” dos partidos, para aqueles que não têm a sua opinião de voto formada e não para o seu eleitorado fiel, uma vez que esses estão politicamente definidos. Assim, qualquer campanha deverá ser dirigida ao convencimento e à adesão a determinado projecto político daqueles que apenas se definirão a poucos dias ou horas do acto eleitoral.
Na prática aquilo que se pretende é que os indecisos optem pelo lado “correcto”, e isso é geralmente feito de uma de duas formas. Uma, mostrado que determinada força politica tem um projecto político e de desenvolvimento para determinada comunidade outro, mostrando que os adversários não prestam, lançando sobre eles uma aura negativa.
As coisas no entanto nem sempre são assim tão lineares. Duas situações há que podem acontecer. O grupo de indecisos é muito pequeno e este poucas alterações poderá provocar no resultado final de uma eleição, sendo o grupo dos cidadão bem informados e definidos politicamente muito grande. Outra situação é o grupo de indecisos ser muito grande, por razões diversas, e aí ser este a definir o resultado, o que acontece muitas vezes.
No caso de os indecisos ser um grupo diminuto, o grupo dos cidadão definidos politicamente é grande, o primeiro pouca influência terá no resultado eleitoral. Neste caso a campanha eleitoral, ou processo de convencimento não é necessário, sendo tudo previsível.
Já na situação onde o grupo de indecisos é muito grande a campanha eleitoral é extremamente importante e fundamental para captar o voto indeciso. Nesta última situação os partidos abrem-se ao exterior e o processo político tende a ser participado.

Adaptado de: Nelson Trindade, SocioSistemas, Lupa sobre a democracia_Acto 5 “…nos indecisos está o futuro…”

quinta-feira, 2 de julho de 2009

"A grande arte é mudar durante a batalha. Ai do general que vai para o combate com um esquema"
Napoleão Bonaparte

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Em política vale tudo?

Não! Não pode valer tudo!
Comecemos então por aquilo que consideramos ser a política. A palavra política refere-se ao exercício do poder público, de governar ou dedicar-se aos assuntos públicos. Em democracia a politica é a actividade dos cidadãos, que através do voto, se ocupam das questões públicas.
Mas onde tem origem o termo política? Este termo aparece quando os gregos se organizavam em cidades-estado, chamadas “polis”, de onde derivaram palavras como “politiké” e “politikós”, que evoluíram para o latim “ politicus” e apareceram nas línguas europeias modernas através do francês “politique” que, já em 1265, definia nesse idioma como “ciência do governo dos Estados”.
Hoje, passados 35 anos sobre o nascimento da jovem democracia portuguesa, deverão os políticos, ou seja aqueles que se dedicam ou pretendem dedicar a assuntos públicos, utilizar todos os estratagemas para tomarem o poder? Isto é democracia? Pensamos que não. Há uma fronteira entre o exercício público e a vida privada que não pode ser ultrapassada. O que está em causa não é a vida pessoal de cada um, se conta bem anedotas ou bebe taças de vinho em cada tasca, mas sim a sua dedicação ao desenvolvimento da sua comunidade. Não pode estar em causa a apresentação de propostas demagógicas, que exploram as debilidades dos cidadãos, dizendo-lhe o que querem ouvir, e não o que é verdade, em vez da apresentação de propostas de desenvolvimento da comunidade.
Sim, em política não vale tudo. Para alguns talvez, mas para esses a sua chegada algum dia à governação significa, para a sua comunidade, um não desenvolvimento, porque a conquista desse poder não foi à “custa” de propostas sérias e pensadas, mas sim explorando “debilidades” de grupos populacionais que não conseguem discernir “a verdade em política” ou ajudados por outros que apenas pretender retirar partido dessa chegada ao poder.
Há pois um caminho democrático ainda por percorrer que leve à política o que é da política, ou seja, as propostas de desenvolvimento e de governação dos assuntos públicos.

domingo, 26 de abril de 2009

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Miguel Sousa Tavares escreve semanalmente no semanário Expresso e confesso que não é dos “jornalista” que mais aprecio. Mas na edição de 25 de Abril retiro-lhe o chapéu sobre grande parte daquilo que transmite sobre o título “Essa coisa tão simples: liberdade”. Escreve sobre aquilo que são habitualmente as cerimónias evocativas do 25 de Abril de 1974, e em determinada fase aborda o cumprimento dos três D. Transcrevo as partes que me parecem mais significativas e nas quais me revejo, sobre o modo como nós, portugueses, usamos o que aquela revolução nos trouxe e as lamentações que todos os dias nos entram casa dentro, trazidas pela noticiários televisivos.
“E desenvolvemo-nos: sim desenvolvemo-nos. Só quem não viveu ou não se lembra o que era o Portugal de 1974, só quem não viu, por exemplo, a série de programas de António Barreto na RTP, é que pode ainda ter dúvidas sobre isso. O Portugal de hoje não tem nada, rigorosamente nada, a ver com o Portugal do Estado Novo – miserável, ignorante, de mão estendida e espinha curvada.”, continua analisando a nossa postura hoje “Acontece é que nunca estamos satisfeitos, achámos que a liberdade era o direito de tudo reclamar, todos os direitos sem nenhuns deveres, a Europa e o mundo fascinados a nossos pés, pagando eternamente pelo espectáculo da nossa liberdade e do cravo na lapela, e nós encostados aos subsídios e à facilidades sem termos de nos cansar”.
Anda depois à volta da liberdade e daqueles que, a coberto da revolução de Abril, acham que tudo podem, inclusivamente o uso de métodos menos próprios: “…quando acontece alguém chegar à política movido pelo sentido de serviço público e pela vontade de transformar as coisas, ele é tranquilamente cilindrado…Não deveríamos, assim, queixarmo-nos ou admirarmo-nos se os melhores desistem e se os piores regressam, no vazio criado. Para desgraça nossa - e com o nosso voto!”.
Outra passagem, na sequência da anterior é também o reforço deste pensamento, “Mas quem quer verdadeiramente preocupar-se em escrutinar o que foi o seu desgoverno do passado? As pessoas ficam-se pela espuma das coisas…e nem querem saber do resto…”.
Aquelas linhas reflectem muito daquilo que é o nosso pensamento comum e até onde nos poderá ou não levar. São sentimentos que nos deveriam fazer parar e reflectir para onde queremos – colectivamente – levar as nossas comunidades.Viva o 25 de Abril.

sexta-feira, 20 de março de 2009

FeiCiTEst - Feira de Ciência e Tecnologia de Estremoz


A feira de Ciência e Tecnologia de Estremoz (FeiCiTEst) pretende ser um evento de âmbito nacional que valorize e promova o potencial científico e tecnológico nacional. Para além de ser um amplo espaço de encontro e reflexão da comunidade científica nacional permitirá ao grande público, não só tomar contacto com os últimos avanços da ciência, mas também com o que vem sendo feito pelos investigadores e instituições portuguesas. Numa Sociedade em que cada vez mais a Ciência e a Tecnologia desempenham um papel fundamental, mas em que ao mesmo tempo uma especialização cada vez maior obriga a um diálogo constante entre os vários domínios do Saber, a FeiCiTEst assume-se como um espaço único que vem preencher uma lacuna que se fazia sentir a nível nacional. Acontece dias 27 e 28 de Março das 10h às 23h no Parque de Feiras e Exposições de Estremoz - Pavilhão A - Com Entrada Gratuita.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Novo cadastro do território avança para já em oito concelhos em áreas florestais

11.03.2009 Paulo Miguel Madeira
O Governo vai lançar em Abril o primeiro concurso público internacional com vista ao lançamento da primeira fase de execução do novo cadastro nacional da propriedade fundiária, para já circunscrito a oito municípios de três zonas do país, anunciou hoje o Ministério do Ambiente. O futuro cadastro terá uma nova lógica de actualização integrada entre o cadastro geométrico, a cargo do Instituto Geográfico Português (IGP), o das conservatórias prediais e o das Finanças e é previsível que apenas em 2016 esteja totalmente actualizado para o conjunto do país, segundo explicou osecretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão. Com a designação de Sinergic-Sistema Cadastral Multifuncional, o novo sistema vai arrancar com o levantamento da propriedade e integração de informação entre aquelas entidades públicas nos concelhos de Loulé, São Brásde Alportel, Tavira (Algarve), Oliveira do Hospital, Seia (serra daEstrela), Paredes e Penafiel (na zona do Porto). As zonas de introdução prioritária do novo sistema – que vai permitir que desapareça a noção de actualização de cadastro, que passará a ser feita “online” no momento de cada alteração introduzida – foram definidas em conjunto com o Ministério da Agricultura, sendo áreas florestais devido à necessidade de prevenção deincêndios. A elaboração de um cadastro actualizado em todo o país foi um dos assuntos abordados hoje durante a apresentação pelo Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional do seu balanço da legislatura – que já vai com os quatro anos de norma, mas que excepcionalmente se prolonga por mais cerca de seis meses devido a razões de calendário eleitoral. O ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, realçou o trabalho feito durante os últimos quatro anos na dotação do país com um sistema de planos territoriais, em que o Plano Nacional de Política de Ordenamento doTerritório, previsto na lei desde 1998, ficou aprovado em 2007, devendo até ao final do mandato o território nacional ficar pela primeira vez integralmente coberto por Planos Regionais de Ordenamento do Território(PROT).
In Publico:
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1368781&idCanal=92

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O velho, o rapaz e o burro

Um velho resolveu vender seu burro na feira. Como voltaria andando, chamou o seu neto para o acompanhar. Montaram os dois no burro e seguiram viagem.
Passando por um local onde se juntavam pessoas, ouviram os comentários críticos: " Como é que pode ser, duas pessoas em cima deste pobre animal !".
Resolveram então que o menino desceria, e o velho permaneceria montado. Prosseguiram...
Mais na frente junto de uma lagoa algumas idosas estavam a lavar roupa. Quando os viram, puseram-se a reclamar; " Que absurdo! Explorando a pobre criança, deveria deixá-la ir em cima do animal."
Constrangidos com o ocorrido, trocaram as posições, ou seja, o menino montou o animal e o velho desceu.
Tinham caminhado alguns metros, quando algumas jovens sentadas na calçada externaram seu espanto com o que presenciaram; "Que menino preguiçoso! Enquanto este velho senhor caminha, ele fica todo contente em cima do animal!"
Diante disto, o menino desceu e desta vez o velho não subiu. Ambos resolveram caminhar, puxando o burro.
Já acreditavam ter encontrado a fórmula mais correcta quando passaram em frente a um café. Alguns homens que ali estavam começaram a dar gargalhadas, fazendo chacota da cena; " São mesmo uns idiotas! Vão a pé, enquanto puxam um animal tão jovem e forte!"
O avô e o neto olharam um para o outro, como que tentando encontrar a maneira correcta de agir. Então ambos pegaram o burro e carregaram com ele às costas !!!


Além de divertido, este conto mostra que não podemos dedicar uma atenção irracional às críticas, pois estas acontecerão sempre, independente da maneira com que procurarmos agir.
"Há um mínimo de dignidade que o homem não pode negociar, nem mesmo em troca da liberdade. Nem mesmo em troca do sol."