terça-feira, 21 de junho de 2011

Acreditar

A estrutura organizativa e de gestão, quer nacional quer local, está assente nas organizações políticas, leia-se partidos políticos. Estas estruturas têm hoje uma imagem de descrença generalizada por parte dos cidadãos.
Ética e dignidade são conceitos que devem ser devolvidos á actividade política-partidária. É no interior dos partidos que estes conceitos mais deviam ser respeitados e onde as discussões deveriam assumir carácter político e não pessoal.
A democracia, mesmo no interior dos partidos, não é, nem pode ser, só para elites. É um regime de homens comuns para homens comuns.
Em mais de 25 anos de militância partidária tenho assistido a sucessivos apelos em prol da discussão salutar e da renovação de ideias e ideais, assim como de novas atitudes que parecem ter grandes dificuldades em chegarem.
Há uma sempre crescente vontade de mudança, não de pessoas mas de ideias e atitudes  e acredito que é ainda possível, porque não dizer necessário, uma ampla renovação de práticas que abram a porta dos partidos á militância e aproxime os partidos dos cidadãos, envolvendo-os nas causas públicas.
Continuo a acreditar que é possível com uma prática de rigor, seriedade e a atitude assente na valorização crítica de ideias e sem conceitos pré-definidos, mantendo a dignidade e o respeito pela discussão, chegar mais longe na solidez da democracia.

Recuso-me a desistir de lutar por um melhor futuro!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A Força das Ideias Políticas

Depois do resultado das eleições legislativas e da consequente demissão do secretário-geral do Partido Socialista vai haver eleições para  a nova equipa. O processo democrático é salutar, reaviva a democracia e, infelizmente só de tempos a tempos, apela-se á participação dos militantes.
Um partido não é um grupo de amigos, antes um conjunto de pessoas que militam e defendem ideologia idêntica e que discutem e assumem posições políticas, não as confundindo com posturas pessoais. Deveria ser assim, mas nem sempre é. Muitas vezes, se não a maioria dela, no interior dos partidos persiste uma grande confusão daquilo que é uma discussão de ideias (salutar) com questões de índole pessoal.
Bato-me, e continuarei a fazê-lo enquanto achar que vale a pena continuar a lutar por essa postura, pela democratização da discussão política no interior dos partidos e em especial daquele onde milito. Onde aqueles que foram escolhidos pelos seus pares devem manter uma postura de abertura e de participação e não de carreirismo político, onde quem nada quer discutir, para não incomodar o status quo, é posteriormente beneficiado no interior do seu partido.
Em qualquer partido, e assim acontece também no Partido Socialista, cada militante vale um voto, e deve participar na medida em que achar que essa participação é positiva, não devendo é ser-lhe vedada, contra a sua vontade, a sua participação democrática.
Os cargos políticos são ocupados transitoriamente e pese embora reconheça as grande qualidades que António José Seguro detém decidi apoiar Francisco de Assis, porque lhe reconheço grandes qualidades pessoais e políticas para assumir o difícil cargo de secretário-geral.
Pelo que afirmei anteriormente acho que Francisco Assim reúne as condições de devolver ao PS uma “democratização” interna e de o conduzir no difícil combate de ajuda a modernizar o País e a enfrentar as condicionantes da grave crise que Portugal atravessa.
È, de entre os dois candidatos conhecidos até ao momento, aquele que mais capacidade tem para, preparando o futuro através da construção de um projecto alternativo de poder, assente nos valores da solidariedade e da justiça, abrir o PS á participação de militantes e não militantes, democratizando a participação política interna.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Porque será?

Terminou mais um acto eleitoral. Os resultados são por demais conhecidos e espelham o que se esperava. Reflectiram a análise que havia feito, e reforçaram o que disse a um amigo numa sexta-feira de manhã á volta da mesa, quando tomávamos café. Embora ele discordasse disse-lhe que o PSD ganharia ao PS por cerca de 10%. Mais uma vez, lamentavelmente, tive razão. Não é a primeira e não deverá ser a última, mas o que me deixa pensativo é o ter razão sempre antes do tempo. Depois é irrelevante, já não vale de nada.
Mas não foi por isso que estou a escrever estas linhas. São apenas para uma pequena análise de resultados e de apoios. Quatro Presidentes de Câmara, eleitos em listas de movimentos independentes no Alentejo, apoiaram José Sócrates. Em 3 desses Municípios o PS ganhou (Alandroal, Redondo e Sines) e somente em Estremoz o PS perdeu. O Partido socialista teve menos 2220 votos relativamente às legislativas de 2005.
Mesmo contando com o apoio de Luís Mourinha o Partido Socialista não ganhou no Concelho de Estremoz, sendo que o voto urbano foi maioritariamente no PSD, logo aquele que mais perto está do Rossio Marquês de Pombal.
Cada um tirará as suas ilações. A mim só me vem á memória um célebre jogador de futebol que quando comemorava um golo levantava a camisola, e por baixo numa t-shirt branca tinha escrito “Porque Será?”. Do guaraná não será certamente.