quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Viagens no meu partido


Comprei, por simples curiosidade, o livro “Viagens no meu partido” cujo autor é Celso Guedes de Carvalho, e confesso que estou a adorar.
Os textos que constituem o livro, edição da Esfera do Caos, foram escritos para o blogue
http://sol.sapo.pt/blogs/celso e deixo abaixo a sinopse do mesmo.

Sinopse

Imagine que acabou de provar uma especialidade e que quer saber como se confecciona. Possivelmente vai tentar obter a receita num livro de culinária. Agora imagine que ser saber como são feitas as listas de deputados, para que servem as estruturas partidárias, onde param os círculos uninominais ou onde estão os deputados que elegemos. Vai ser um pouco mais difícil de encontrar as respostas.

Neste livro vai encontrar algumas interrogações e respostas sobre a “confecção” de várias especialidades da esfera política portuguesa.

Estamos perante uma publicação que aborda de uma forma construtiva (por vezes acutilante) alguns dos assuntos políticos que estão (ou deveriam estar) na ordem do dia. Mas, ao contrário do que seria expectável, não vai encontrar a tradicional visão de um político. Esta é uma análise que tem por base a vida real, de gente real e para gente real.

Nos 39 artigos é notório o desafio do autor à sociedade civil e ao PS bem como uma certa urgência nos assuntos que aborda. Face ao descrédito generalizado relativamente ao exercício da actividade política o autor decidiu “fazer-se à estrada” e dar o seu contributo para alterar esta situação.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

CONTO POPULAR

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas divertia-se com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam-lhe a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra menor, de 2.000 RÉIS. Ele escolhia sempre a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Um dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não tinha percebido que a moeda maior valia menos. "Eu sei" - respondeu o tolo. "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou ganhar a minha moeda." Podem-se tirar várias conclusões desta pequena narrativa. PRIMEIRA : * Quem parece idiota, nem sempre é.
SEGUNDA:* Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
TERCEIRA:* Se você for ganancioso, acaba estragando sua a fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.
MORAL MAIOR*"O MAIOR PRAZER DE UM HOMEM INTELIGENTE É PARECER O IDIOTA, DIANTE DE UM IDIOTA QUE PARECE O INTELIGENTE".

sábado, 1 de agosto de 2009

Estratégia eleitoral

Numa disputa eleitoral há sempre duas alternativas de base aquando da votação, uma a da escolha do melhor candidato, a outra a escolha do candidato menos mau.
Para facilitar reduzamos a análise a apenas dois oponente, o A e o B.
Há uma “estratégia” positiva, onde cada um dos candidatos tentará ganhar o maior número de adeptos (votos), apresentado propostas e se ambos tiverem a mesma estratégia, o que elevará a qualidade da democracia, origina-se uma competição pela positiva. A outra “estratégia”, é um dos candidatos, o A por exemplo, querer demonstrar que o candidato opositor (B) é pior que ele. Este tipo de actuação origina uma actuação negativa, que poderá levar à destruição de ambos, se utilizarem os dois a mesma estratégia.
Quando ambas as estratégias estão presentes, geralmente a competição negativa ganha terreno, e tudo se pode encaminhar para a destruição mútua, ganhando aquele que perdeu menos.
A escolha recai assim entre o candidato que se gostaria de ter ou o menos mau entre o que não se gostaria de ter, sendo esta uma estratégia do mal menor. Neste último caso o grande perdedor é sempre o processo democrático e a comunidade onde o candidato, que após ser eleito, passará a “governar”.