quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

É pelo sonho que vamos!

Esse grande poeta que foi Sebastião da Gama escreveu um dia que é pelo sonho que vamos. Sim, é por ele que seguimos. Também para António Gedeão é o sonho que comanda a vida e quando um homem sonha o mundo avança. Quantas vezes não alcançamos muito além daquilo que sonhamos? Tantas e tantas vezes, mas por pequeno que tivesse sido tivemos a capacidade de sonhar, de acreditar que o sonho poderia ser real e fomos por ele.
Os tempos que vivemos e aqueles que se aproximam não nos podem tirar a vontade de acreditar, de sonhar que é possível mudar. Baixar os braços, desacreditar ou deixar-se ficar à mercê dos sonhos dos outros é uma rendição sem honra ou glória.
Temos de acreditar que é possível mudar e geralmente quem acredita e procura, encontra. Pode ser pelo sonho que leva ás acções, mas quem sonha acredita e quem acredita, consegue!
Os sonhos dão-nos força, alento e vontade de continuar, de não baixar os braços e desistir. Não devemos ter medo de sonhar. O que sonhamos e se nos é destinado ou devido ás nossas mãos virá parar. Vamos pelo sonho!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A aposta nas cidades

Publico aqui um texto de José Carlos Mota, do Movimento Cívico "Cidades Pela Retoma" e que teve a amabilidade de partilhar no forum de discussão.

"A complexidade do momento em que vivemos e as dificuldades que temos de enfrentar exigem que nos distanciemos um pouco da agenda actual de discussão (centrada excessivamente na discussão da dívida) e que enquadremos a reflexão numa visão holística que problematize futuros possíveis e caminhos e passos necessários para os atingir.

Nesse particular, a União Europeia, no meio da turbulência conhecida, tem vindo a discutir uma agenda europeia para o crescimento - 'Europa 2020' (http://ec.europa.eu/europe2020/index_pt.htm), documento que tem sido objecto de amplo debate na maior parte dos países europeus.

Estranhamente, esta matéria não tem tido qualquer relevância em Portugal quer na agenda de debate político, quer mediático, algo difícil de perceber atendendo à importância das opções que aí se discutem para o futuro do país e para eventuais apoios financeiros europeus para o período 2013-2020.

Das várias questões que a agenda ‘Europa 2020’ aborda emerge a importância da aposta em políticas de desenvolvimento de base territorial, com particular enfoque para o papel das cidades, ideia corroborada no evento OpenDays 2011 (http://ec.europa.eu/regional_policy/conferences/od2011/index.cfm) e na recente reunião da Presidência Polaca da EU (http://www.mrr.gov.pl/english/Presidency/Main/Strony/Future_of_Cohesion_Policy_the_future_of_Europe_conferences_in_Poznan.aspx).

Vários países europeus estão a preparar este enfoque nas cidades com particular cuidado. Por exemplo, esta semana, o Reino Unido lançou um documento designado ‘Unlocking growth in cities’ onde se reconhece o papel das cidades como motores de crescimento económico e, ao mesmo tempo, se exige um novo papel do poder local para uma resposta qualificada aos desafios em presença (http://www.communities.gov.uk/publications/regeneration/growthcities).

Em Portugal são contraditórios os sinais sobre o reconhecimento do papel e potencial das cidades (e da governança local) na resposta aos desafios que o país enfrenta.

Por um lado, os poderes públicos nacionais reconhecem a sua importância, pois têm em execução um plano de investimento de mil milhões de euros através do instrumento ‘Parcerias para a Regeneração Urbana’ http://politicadecidades.dgotdu.pt/). Por outro, os agentes económicos alertam para o seu papel fundamental na atracção do investimento directo estrangeiro (ver estudo recente da consultora Ernst & Young ‘Portuguese Attractiveness Survey 2011' http://www.greensavers.pt/2011/12/11/portugal-tem-de-apostar-nas-cidades-para-atrair-mais-investimento-directo-estrangeiro/). Por último, a sociedade civil tem-se vindo a organizar para reflectir e sugerir caminhos alternativos (o movimento ‘Cidades pela Retoma’ tem feito várias sugestões nesse sentido - http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/).

Contudo, ao mesmo tempo, existem sinais preocupantes. Por um lado, a orgânica governativa não reconhece a relevância da matéria, tendo deixado de haver uma referência explícita à tutela das cidades, encontrando-se esta diluída num ‘mega ministério’ que conta com a agricultura, o mar, o ambiente e o ordenamento do território. Por outro, o debate sobre o futuro do poder local, onde se deveria discutir os desafios da governança local e o papel crescente das cidades (http://www.portugal.gov.pt/pt/GC19/Documentos/MAAP/Doc_Verde_Ref_Adm_Local.pdf) ignora a maior parte destas questões centrando a sua energia em propostas de nova geometria e a geografia das freguesias. Por último, e talvez o dado mais relevante, existe o receio do investimento público da Política de Cidades (mil milhões de euros, insisto) não estar a ser devidamente aplicado e poder ser, uma vez mais, dirigido para apoiar a construção de infra-estruturas e não para dotar as cidades das ‘qualidades imateriais’ necessárias aos desafios do futuro.

Como se pode constatar Portugal tem neste tema das cidades uma oportunidade relevante para encontrar alguns caminhos para construir uma narrativa diferente para o seu futuro. Como em tantas outras situações o que irá fazer a diferença entre as boas intenções e a sua concretização é a arte que tivermos para alinhar esforços, dinâmicas e vontades. Espera-se dos poderes públicos (nacionais e locais) que liderem este caminho com uma postura colaborativa, sólida e credível, mobilizado os múltiplos saberes científicos, empreendedores, produtivos e cívicos em torno deste desígnio nacional – a aposta nas cidades como motoras do desenvolvimento e crescimento."


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Anuário Estatístico do Alentejo 2010 - Despesas em Cultura e Desporto

Foi publicado o Anuário Estatístico do Alentejo, referente ao ano de 2010, e de entre os muitos dados ali expostos centremo-nos na análise do Quadro “Indicadores da Cultura e Deporto por município, 2010”, nomeadamente nas despesas das câmara municipais em actividades culturais e de desporto por habitante.  Das principais conclusões que daquele quadro se podem retirar, naquilo que ao município de Estremoz diz respeito, ficamos a saber que  gasta  61,6 euros por habitante (48,8€ em corrente e 12,8€ em capital), sendo que só o município de Mourão (42,6 €/habitante) investe menos nestas áreas, do conjunto dos 14 municípios do Alentejo Central. O município que mais investe é o de Viana do Alentejo, com um total de 542,8€/habitante. Em termos de “classificação” geral temos assim que Viana do Alentejo é o campeão do investimento, enquanto Estremoz é o 13.º em 14.
Em termos de percentagem de investimento em cultura e desporto relativamente ao total da despesa do município, segue-se o mesmo esquema que o anteriormente citado, e Estremoz que gasta 5,5% é o 13.º município, sendo Mourão o último e Viana do Alentejo (43,9%)  aquele que maior percentagem investe nesta áreas.