segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Há Alternativa(s)

Fui dos mais de 4000 subscritores do documento “Resgatar Portugal para um Futuro Decente” e um dos 1800 delegados ao “Congresso Democrático das Alternativas”, onde no dia 5 de Outubro, na Aula Magna da Universidade de Lisboa, congregando cidadãos e cidadãs de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa, foram debatidas as consequências económicas, sociais, políticas e culturais da adoção do Memorando de Entendimento e das políticas de austeridade.
 À margem dos partidos, sendo que Partido Socialista, Bloco de Esquerda e Renovadores Comunistas estiveram presentes, e com respeito por estes, foram debatidos temas que são uma alternativa à política de empobrecimento que arrasta, hoje, Portugal para os antípodas do desenvolvimento.
 Assistimos hoje á degradação da democracia com uma crescente desconfiança dos cidadãos nos sistema político e nos seus agentes, sendo que o divórcio entre ambos favorecem o aparecimento de tendências autoritárias e populistas, e tudo o que cidadãos livres desejam é precisamente o contrário.
 Uma das grandes propostas deste congresso, pensamos que amplamente atingida, foi a de “trabalhar para uma plataforma de entendimento o mais clara e ampla possível em torno de objectivos, prioridades e formas de intervenção”.
 No congresso ficou expressa a vontade de diálogo entre pessoas com pontos de vista, filiações partidárias e posições político-ideológicas distintas e revelou a sua consciência da necessidade de convergência.
 A alternativa política de que precisamos tem de resultar da convergência das forças e movimentos políticos e sociais e para ser ganhadora, esta convergência, terá de ser ampla, e para ser confiável terá de assentar em compromissos claros e assumidos por todos.
 A política é, como alguém disse, a arte dos compromissos e do congresso saiu a ideia que há alternativa, em democracia, ao actual estado, sendo que o diálogo e a capacidade de compromisso são primordiais para que tal aconteça.
 No entanto tal só será possível se os partidos, base do nosso sistema político, tiverem a capacidade de alargar os mecanismos de participação dos cidadãos na deliberação política, não se fechando no caciquismo reinante daqueles que detêm o poder, diríamos um pobre poder, porque sem participação não há um efectivo poder.”