sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Queiroz e a Assembleia da República

O que é que Carlos Queiroz e a Assembleia da República têm em comum? À partida nada.

O denominado caso "Carlos Queiroz" veio confirmar a importância do futebol no nosso país, em que a maioria dos cidadãos pára para ler, ouvir e/ou ver uma notícia sobre o desporto rei, mas não o faz para analisar uma qualquer decisão tomada na Assembleia da República, e que pode ter grandes implicações na sua vida diária.
Há ainda uma outra coincidência entre ambos. Goste-se ou não de Carlos Queiroz, as sua palavras menos elegantes para com a mãe do responsável da ADoP, pese embora o reconhecimento daquele na utilização inapropriada daquele tipo de linguagem, veio trazer a nu outra dura realidade, a de que a grande maioria dos portugueses pouco ou nada se importam com a linguagem e as ofensas que acontecem na casa-mãe da democracia. Referimo-nos, como comparação, ao acontecimento em que um deputado, pelos vistos vice-presidente de uma bancada parlamentar, mandou um seu colega, embora de outra força política, para um determinado “sitio”, no caso órgão do sexo oposto do referido por Carlos Queiroz.
Podendo não ser a motivação principal para o despedimento do seleccionador nacional, aquele caso deixou profundas marcas e fez correr notícias em número despropositado, para o peso do caso. Aconteceu o mesmo ao Deputado? Não. Foi o Deputado repreendido? Pelo que se soube pelos OCS, não.
Como se depreende, ambos os casos apresentam uma relação, que em termos de importância dada pelos os portugueses, pende para o lado do futebol.