sábado, 9 de outubro de 2010

República

A República Portuguesa comemorou a 5 de Outubro de 2010 a bonita idade de 100 anos. Um século. À escala geológica ou da humanidade uma centena de anos são insignificantes, mas se olharmos para este século e tivermos como referência os estado democráticos, a situação altera-se radicalmente.
Começa agora a conhecer-se um pouco mais sobre a implantação da República e aquilo que foi a gestão política na 1.ª República, fruto de um distanciamento temporal e de um aumento de interesse por aquele período da nossa história colectiva. Aquilo que foram as suas virtude, os seus defeitos e os factos que levaram à sua “enterro fúnebre”, com o golpe militar de 28 de Maio de 1926.
A sua “morte” iniciou-se quando Machado dos Santos passou a criticar o caminho da recente criada República Portuguesa, e acentuou-se, quando em 1912, António José de Almeida e Brito Camacho fundaram, respectivamente, o Partido Republicano Evolucionista e o Partido Republicano Unionista, sendo o vazio ideológico foi o seu “coveiro”.
Nestes tempos de comemoração vou lendo, vendo e ouvindo muitas opiniões sobre a República, a antiga e a actual. Passados os festejos de 5 de Outubro a melhor homenagem que se pode fazer ao seu centenário é uma reflexão sobre o estado da República, no clássico conceito que envolve um conjunto de indivíduos, livres e organizados sob leis, de como se poderá melhorar a sua organização e fortalecer este conceito.
À presidência teria ficado bem despoletar esta reflexão.