segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Primárias do PS

Gostaria de expressar o meu agradecimento a todos aqueles que participaram no ato eleitoral das Primárias do PS, na forma democrática como o fizeram e na forma como, após ao ato, o esbatimento das diferenças internas se transformou num único propósito, que foi o de enfrentar as dificuldades que o país e o concelho atravessam.
Não é segredo para ninguém que defendi e me empenhei  numa das candidaturas e queria agradecer a todos aqueles que também o fizeram, pelo trabalho desenvolvido e pela forma elevada como o fizeram,  assim como um agradecimento a todos aqueles que defendendo outro candidato, souberam transformar este momento, num momento que está hoje virado para o exterior e para o combate em defesa dos cidadãos, principalmente dos mais desfavorecidos.
A todos um bem hajam.

Jorge Canhoto

terça-feira, 24 de setembro de 2013

PRECISAMOS DO SEU VOTO


 
Ao longo da vida fazemos reflexões e tomamos decisões, é assim também na hora de votar. Que cidadãos merecem a nossa confiança, o que queremos para o concelho, o que pode fazer quem é eleito…

Não basta aparecer numa lista de candidatos, o passado fala pelas pessoas, a sua participação para uma cidadania ativa ou a ausência dela, a integração na comunidade e a participação no mundo associativo, pelo que a escolha daquele ou daqueles em quem votamos não é indiferente. É preciso ser responsável também na hora de votar.

O voto é a arma fundamental para o exercício de uma cidadania democrática. Deve servir para eleger os mais capazes e responsáveis pela defesa dos interesses da comunidade. Escolher as pessoas é uma tarefa que deve requerer algum cuidado. Mais importante  que as campanhas é conhecer as pessoas por detrás dos cartazes.

Porque precisamos então do seu voto? Porque precisamos de mudar. Porque precisamos de dignificar os órgãos. Porque colocamos as pessoas primeiro. Porque podemos perder votos, mas não trocamos princípios.


Jorge Canhoto
Cabeça de Lista do Partido Socialista à Assembleia Municipal de Estremoz

terça-feira, 3 de setembro de 2013

O porquê de uma candidatura? ESTREMOZ

É com enorme honra e sentido de responsabilidade que decidi aceitar o convite para me candidatar como cabeça de lista à Assembleia Municipal de Estremoz pelo Partido Socialista.

Abracei mais este desafio porque quero o melhor para Estremoz e porque achei que não deveria defraudar todos aqueles que me abordaram e me incentivaram a que me candidatasse.

Não podia por mais tempo deixar de, mais uma vez,  abraçar um projeto de responsabilidade e de serviço público.

Para tudo isto escolhi um conjunto de pessoas, que desde o primeiro ao último nome, formam uma equipa dinâmica e com sentido de responsabilidade, de gente livre e independente no querer e nas ideias, que se uniu com o único objetivo de fazer o melhor por Estremoz

Pessoalmente, imponho a mim as regras que nos levem a estabelecer outra dinâmica naquele órgão e estabeleçam uma relação de proximidade com os munícipes sendo um espaço de discussão política, uma forma inovadora de funcionamento e de participação ativa na vida comunitária. Nunca abdiquei nem abdico de pensar por mim e também não troco votos por princípios.
 
Jorge Canhoto

 





 



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Havemos de lá chegar!


Quantas vezes não ouvimos a expressão “O  Estado não cumpre” ou “O Estado é o primeiro a não cumprir”. Sempre que há a necessidade de culpar uma “entidade” abstrata lá vem o Estado com as suas largas costas a ser responsabilizado.

Só que há aqui um “pequeníssimo” problema em que se confundem estado e governo. Não é objetivo neste escrito passar pela evolução da definição de “Estado” desde tempos da antiguidade clássica até ao que hoje se define como o Estado Moderno.

O Estado somos todos nós. E o Estado, leia-se “todos nós”, é efetivamente culpado pela sua não participação cívica e de deixar chegar as coisas a momentos de enorme entropia política.

A nossa passagem de responsabilidades para outros, em termos coletivos de decisão, é sempre mais fácil que uma participação ativa. Um exemplo de participação, muito além dos movimentos independentes, somente com objetivos políticos locais como acontece entre nós, é a Noruega. Este país com cerca de 4,5 milhões de habitantes, quando analisado sob o ponto da participação cívica pode induzir em erro sobre o número total de residentes naquele território, e isto porque recorrendo ao número de sócios e voluntários ativos nas Organizações Não Governamentais (ONG), e que ultrapassam os 10 milhões, poderíamos ser levados a pensar que era este o número de habitantes, mas não. Cada habitante da Noruega participa ativamente em 2 ou 3 ONG e faz também desta forma, não só com o investimento público, que aquele país, no ano de 2012, fosse o primeiro país em termos de Índice de Desenvolvimento Humano, tal como está especificado no Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Possivelmente são os noruegueses que estão errados e quem está certo somos nós, que no mesmo relatório ocupamos a 43.ª posição.

É assim também em termos cívicos a nossa participação, muito baixa, a não ser que de 4 em 4 anos apareçam uns movimentos eleitorais, que diga-se também são necessários e uma forma de participação ativa embora com características muito próprias.

Se esta situação se devia alterar? Claro que sim. Mas avançar para uma participação num movimento informal, ou para uma ONG, que discuta a sociedade local em períodos pré-eleitorais será com certeza aproveitado por uns quantos, amantes da inércia, para o colar erradamente a um movimento político. Enfim, é o “Estado” que temos. Devemos desistir enquanto povo? Não. Havemos de lá chegar!

segunda-feira, 11 de março de 2013

A cidade verde (João Seixas, Público)

http://www.publico.pt/local-lisboa/jornal/a-cidade-verde-25846216
A cidade é mais ecológica que o campo. É desta forma bastante provocadora que se intitula um dos textos do especial 25 Ideias Que Perturbam da revista Books. Um título impressionante de mais para passar incólume. Mas impressionante sobretudo porque bem capaz de ser verdadeiro. Desde há muito, e felizmente cada vez mais, que se pensa e trabalha em tornar as cidades mais verdes. Mas o que é uma "cidade verde"? Uma cidade com muitas árvores e jardins? Sim, mas muito mais que isso. Uma cidade verde é uma cidade onde a mobilidade é mais suave, mais colectiva e menos poluente; é uma cidade que consome bens cuja produção e distribuição é mais cuidada, mais próxima e mais orgânica; é uma cidade que trata com cuidado os seus detritos; é uma cidade que atende e reserva com atenção as suas energias e fontes vitais como o sol, a água, os alimentos. Mas não só. Mesmo se todos os edifícios forem ecológicos, se todas as mobilidades forem eléctricas, pode não chegar. Uma cidade verde deverá ser uma cidade com altas concentrações. Uma cidade densa e diversa. Peter Calthorpe, um dos pioneiros do "novo urbanismo", escola que defende as cidades compactas e ecológicas, escreveu: "a cidade é a forma de estabelecimento humano mais benigna para o ambiente". E um recente relatório das Nações Unidas dizia, de forma simples: "a concentração de população e de empresas nas zonas urbanas reduz consideravelmente os custos unitários da água corrente, dos esgotos e canalizações, das vias, da electricidade, da colecta de lixo, dos transportes, dos sistemas de apoio social e das escolas". Surpreendente? Não propriamente. A cidade é onde vive, ou onde gostaria de viver, a maioria dos seres humanos. Mas se há cidade, há também protocidade (ou urbanizações e afins sem completa diversidade de opções) e anticidade (casas, condomínios e urbanizações distantes e fechadas, quer para muito ricos quer para muito pobres, negação completa da vida social em pseudonome de vida urbana). Em nome de fazer cidade, têm-se feito das mais belas paisagens humanas, mas também das mais desprezíveis e separadas. Então densidade e diversidade de quê? De tudo: habitações e empregos, bens e serviços, propostas e opções. Oportunidades. E direitos. Perto. Próximos. Constantes. Seguros. Uma cidade verde será uma cidade que, para além de ter boas mobilidades e tecnologias de produção e de reserva de água e energia, em cada edifício e em cada horta, conterá ainda comunidades vibrantes, próximas e democráticas - e, assim, verdadeira e humanamente ecológicas. Uma grande e concentrada "biodiversidade" de desejos e de direitos. Utopia? Não me parece, algo até bastante real e prático, a acontecer em muitos locais. Se todos vivêssemos no campo, o mundo não seria mais ecológico. As densidades seriam tão baixas e espalhadas que o planeta ficaria rapidamente exaurido. O próprio campo desapareceria, consumido por mil desejos - o que tem aliás acontecido, e de forma séria. Para além de que teríamos outros resultados pouco simpáticos de uma supostamente idílica vida rural: menos cosmopolitismo, menos cidadania, menos democracia. Um dos primeiros termos da globalização, "a grande aldeia", nunca me convenceu. A solução está, assim, em vivermos em cidades, e em cidades verdes. Não todos, deve-se obviamente respeitar e apoiar quem queira viver no campo. Até porque o campo também necessita de ser ecológico, e ter portanto vida humana suficiente para se cuidar e atender. Os ecologistas - que no fundo deveremos ser todos - devem assim olhar de frente para a cidade. E acarinhá-la. Se é ao homem que compete a responsabilidade e a solução da sustentabilidade do planeta, é na cidade que estão as maiores questões e as melhores soluções. Na verdade, a cidade poderá não ser, na sua essência, mais verde que o campo. Mas terá que o ser, por necessidade e por desígnio. Da humanidade e do planeta. Geógrafo

domingo, 30 de dezembro de 2012

(Re)novar 2013

Muito se tem falado e escrito nos últimos tempos sobre refundar…refundar o estado social, refundar a atuação política, refundar…
O prefixo RE entrou nas conversas diária, nos jornais, nas televisões nas conversas de café, enfim, este prefixo de origem latina, que pode ter três sentido, nomeadamente os de repetição, reforço ou retrocesso, reentrou definitivamente nas nossas vidas. 
Centremo-nos no sentido da repetição, ou de tornar a fazer qualquer coisa, por exemplo repensar (pensar novamente). Este sentido de repetição ou de voltar a fazer tem uma premissa, a de fazer melhor. Este é apenas um exemplo (voltaremos ao prefixo re em futuro post) e agora que 2013 está mesmo aí, depois de um 2012 muito mau a vários níveis, é altura de REnovar a esperança, dito de outra forma, é a altura de voltar a ter esperança e 2013 é ano para isso.