quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Vale a pena pensar

O meu amigo José Pardal enviou-me um mail, onde anexava um ficheiro pps, que trazia uma mensagem que não posso deixar de aqui sumariar.
«Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar o seu discurso de estreia na Câmara dos Comuns, perguntou a um velho parlamentar, amigo do seu pai, o que tinha achado do seu desempenho.
O velho parlamentar pôs a mão no ombro de Churchill e, em tom paternal, disse-lhe: “Meu jovem, acabou de cometer um grande erro. Foi brilhante no seu primeiro discurso e isso é imperdoável. Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta!”.
Ali estava uma das melhores lições que o velho sábio pôde dar ao pupilo que se iniciava numa difícil carreira.
Nunca será demais lembrar António Aleixo que dizia “ Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que chego a pensar que a burrice é uma ciência”.
A maior parte das pessoas acasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência.
Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados com a conquista de posições. Sabem ocupar os espaços deixados vazios pelos talentosos que não revelam o apetite do governo. Mas é preciso considerar que esse medíocres, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar as suas posições, com verdadeiras muralhas por onde os talentosos não conseguem passar. Em todas as posições encontramos dessas fortalezas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos.
Eles conhecem bem as suas limitações e sabem bem quanto lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna às costas… enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais dotados resolvem os problemas, os medíocres repudiam-nos para se defenderem. É um paradoxo angustiante!
Infelizmente temos de viver com essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida.
É assim, sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues “Finge-te de idiota e terás o céu e a terra”. O problema é que os inteligentes costumam brilhar! Que Deus os proteja dos medíocres!...»