quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Novas ideias, precisam-se.

Embora não concordando na maioria das situações com a sua postura, não posso estar mais de acordo com a afirmação de Manuel Maria Carrilho, feita em entrevista ao público, de "Precisamos de ideias novas, e só através do debate é que elas podem surgir".
O Partido Socialista parece ultimamente ter medo do debate, e escrevo parece em virtude de uma secreta esperança que ainda haja por parte de alguns a coragem de dizer não ao status quo instalado, concordado também que o "exercício do poder, que se reduz à obsessão de durar, nunca deu futuro a nenhum partido". Mas é esse exercício que tolda na sua grande maioria a prática da democracia e abafa, sabe-se lá porquê, o debate de ideias e produz, nalguns, a fobia da discussão sã e saudável de diferentes pontos de vista.
Sou, como sempre fui, um militante de causas, do debate de ideias e do desenvolvimento da comunidade onde me insiro e causa-me alguma perplexidade que os directórios políticos do nosso espectro político fujam a novas ideias e ao fortalecimento da democracia.
O que hoje se passa em África é um dos exemplos daquilo que a política deve ser: para as pessoas e para o desenvolvimento das suas condições de vida.