sábado, 11 de fevereiro de 2012

Os outros

Os outros são uma figura, embora de muitos rostos, sem rosto. Quando há que culpabilizar alguém, a culpa é sempre dos outros. Sejam estes outros o anterior executivo, ao mercados, a conjuntura, etc.
Todos conhecem pelos menos um responsável político que nunca tem culpa de nada daquilo que aparece errado, porque essa é dos outros.
Estes campeões da vida são sempre vítimas  de todos. Se for um autarca, principalmente presidente de câmara, a culpa é do Governo ou de um anterior executivo. Para o Primeiro-Ministro a culpa é do anterior executivo, dos mercados, da conjuntura..de alguém. Um dia estes também serão os outros e continuamos assim neste circulo vicioso.
Há ainda uns outros, que no principio eram do melhor que existia porque foram escolhidos pelo “chefe”, mas que com o tempo servirão para desculpar as asneiras de quem manda e passam a ser também daqueles que só servem para atrapalhar as boas práticas do chefe. Embora quem os escolheu soubesse desde sempre, que tal como ele, a incapacidade era a sua melhor qualidade.
A incapacidade de olhar para si mesmo e analisar que é responsável pelo sucesso ou fracasso não é para todos, porque afinal existem sempre…os outros.
Tudo serve para explicar a incapacidade, muitas vezes até uns quaisquer deuses, que juntado a sua força à capacidade destruidora dos outros, são terríveis na destruição daquilo que são os grandes objectivos de quem nunca tem culpa.
As decisões erradas doem, mas o que mata não é a decisão antes a incapacidade de ver que a decisão foi a errada e atirar para os outros, os tais que são sempre os maus da fita, as culpas. A culpa é sempre dos outros.
Estas são pessoas de visão limitada, que facilmente julgam, não analisam e não assumem responsabilidades e atirar para os outros a culpa não resolve os problemas.
Quando se usa este tipo de discurso (quem não conhece um responsável político que não o usa) tem-se uma visão muito limitada, até do mundo, e isso limita a vida e apenas se vê uma forma de resolvera as coisas, a sua própria forma de resolução, justificar com os outros.