quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ética na política precisa-se!

As bases da nossa democracia centram-se nos partidos políticos, que estão hoje profundamente desacreditados, tendo o cidadão uma generalizada desconfiança e descrença nos seus dirigentes, o que facilmente se percebe, e a extrapola para a política e para a participação cívica.
Hoje, mais do que nunca, não só fruto da crise que nos afeta, mas também pela rápida mudança global que sentimos diariamente, faz todo o sentido que a atividade política, e quem a exerce, recupere a dignidade e a ética de tal exercício.
O exercício de cidadania, que os dirigentes políticos efetuam em nome da causa pública, deve ser alicerçado na ética sem qualquer tipo de complexo por parte destes.
A democracia é um regime de avaliação de resultados, não devendo no entanto os mesmos se conseguidos a todo o custo, e usados como um fim de baixa política, exercida com falta de ética e contra as pessoas.
Quando os procedimentos são tudo menos de seriedade, os dirigentes políticos demonstram não estar á altura dos desafios, contaminando todo o processo, alimentando assim o descrédito na política e naqueles que são os seus agentes.
Procedimentos menos claros demonstram, também, um não estar á altura de cargos, participação democrática, ou exigências da vida em comunidade.
A mudança de atitude recomenda-se e necessita-se, assim como se necessita o uso de ética na política. Difícil? Sim, mas não impossível.