sexta-feira, 30 de março de 2012

É preciso esperança!

O que tem o governo nacional e o local em comum? Bem pouco para uns, muito para outros, dir-se-ia.
Se olharmos para a questão das nomeações e dos muitos concursos que todos os dias pejam o Diário da República, para os contratos de serviços, de que António Borges é o último exemplo, e para a colocação de muita gente laranja em diferentes lugares da administração pública, e se descermos ao nível local e analisarmos com a devida dimensão e escala, poderemos afirmar que há muito em comum.
Para muita gente o Governo tem sido eficaz na gestão dos compromissos assumidos com a troika e a quem, para esses mesmos, tem havido coragem na tomada de posições políticas. Em termos locais nada de similar, diriam esses mesmos, olhando para o avolumar da dívida a curto prazo já muito perto dos 10 milhões de euros e para a pouca coragem em enfrentar os grande problemas que hoje se levantam às autarquias.
Podemos também fazer a comparação entre aquilo que, supostamente, causou a saída do Secretário de Estado da Energia, ou seja a afronta aos grande grupos na área da produção e distribuição de energia eléctrica, com aquilo que poderá vir a ser a política de concessões, mais concretamente da gestão e abastecimento de água no município de Estremoz e talvez possamos encontrar algum elo.
Há medida que o tempo avança, ambos os governos, por culpa de opções governativas, inconscientes dirão muitos, mas que se resume tão somente á redução da equação da arte política, como se o caminho a percorrer fosse o da desresponsabilização acusando ou perseguindo outros, esses muitos já começam a ter pouca esperança em dias melhores, e ambos mais uma vez parecem aproximar-se nas suas similitudes.
Mas que diabo, temos de ter esperança! A política não é outra coisa senão esperança. Aquela que contraria um modus operandi, muito além da igualdade de oportunidades, a esperança que faz com que os sacrifícios, individuais e colectivos, tenham razão de ser, a esperança num amanhã melhor. Parece-nos que o ponto de viragem e de voltar a ter esperança é simples, basta pensar “para pior, isto não pode ir” e construir a partir  daqui o caminho diferente daquele que trilhamos.