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Viagens no meu partido

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Comprei, por simples curiosidade, o livro “Viagens no meu partido” cujo autor é Celso Guedes de Carvalho, e confesso que estou a adorar. Os textos que constituem o livro, edição da Esfera do Caos, foram escritos para o blogue http://sol.sapo.pt/blogs/celso e deixo abaixo a sinopse do mesmo. Sinopse Imagine que acabou de provar uma especialidade e que quer saber como se confecciona. Possivelmente vai tentar obter a receita num livro de culinária. Agora imagine que ser saber como são feitas as listas de deputados, para que servem as estruturas partidárias, onde param os círculos uninominais ou onde estão os deputados que elegemos. Vai ser um pouco mais difícil de encontrar as respostas. Neste livro vai encontrar algumas interrogações e respostas sobre a “confecção” de várias especialidades da esfera política portuguesa. Estamos perante uma publicação que aborda de uma forma construtiva (por vezes acutilante) alguns dos assuntos políticos que estão (ou deveriam estar) na ordem do dia. Ma...

CONTO POPULAR

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas divertia-se com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam-lhe a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra menor, de 2.000 RÉIS. Ele escolhia sempre a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Um dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não tinha percebido que a moeda maior valia menos. "Eu sei" - respondeu o tolo. "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou ganhar a minha moeda." Podem-se tirar várias conclusões desta pequena narrativa. PRIMEIRA : * Quem parece idiota, nem sempre é. SEGUNDA:* Quais eram os verdadeiros idiotas da história? TERCEIRA:* Se você for ganancioso, acaba estragando sua a fonte de renda. Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar...

Estratégia eleitoral

Numa disputa eleitoral há sempre duas alternativas de base aquando da votação, uma a da escolha do melhor candidato, a outra a escolha do candidato menos mau. Para facilitar reduzamos a análise a apenas dois oponente, o A e o B. Há uma “estratégia” positiva, onde cada um dos candidatos tentará ganhar o maior número de adeptos (votos), apresentado propostas e se ambos tiverem a mesma estratégia, o que elevará a qualidade da democracia, origina-se uma competição pela positiva. A outra “estratégia”, é um dos candidatos, o A por exemplo, querer demonstrar que o candidato opositor (B) é pior que ele. Este tipo de actuação origina uma actuação negativa, que poderá levar à destruição de ambos, se utilizarem os dois a mesma estratégia. Quando ambas as estratégias estão presentes, geralmente a competição negativa ganha terreno, e tudo se pode encaminhar para a destruição mútua, ganhando aquele que perdeu menos. A escolha recai assim entre o candidato que se gostaria de ter ou o menos mau entre ...

Poema do alegre desespero

Compreende-se que lá para o ano três mil e tal ninguém se lembre de certo Fernão barbudo que plantava couves em Oliveira do Hospital, ou da minha virtuosa tia-avó Maria das Dores que tirou um retrato toda vestida de veludo sentada num canapé junto de um vaso com flores. Compreende-se. E até mesmo que já ninguém se lembre que houve três impérios no Egipto (o Alto Império, o Médio Império e o Baixo Império) com muitos faraós, todos a caminharem de lado e a fazerem tudo de perfil, e o Estrabão, o Artaxerpes, e o Xenofonte, e o Heraclito, e o desfiladeiro das Termópilas, e a mulher do Péricles, e a retirada dos dez mil, e os reis de barbas encaracoladas que eram senhores de muitas terras, que conquistavam o Lácio e perdiam o Épiro, e conquistavam o Épiro e perdiam o Lácio, e passavam a vida inteira a fazer guerras, e quando batiam com o pé no chão faziam tremer todo o palácio, e o resto tudo por aí fora, e a Guerra dos Cem Anos, e a Invencível Armada, e as campanhas de Napoleão, e a bomba ...

Nada é impossível

Enquanto estiver vivo jamais diga que é impossível, o perdedor de hoje, será o vitorioso de amanhã O impossível de ontem Pode ser possível hoje. “Daisaku Ikeda”

Os indecisos

Poderemos considerar, grosso modo, que em qualquer acto eleitoral existem somente dois grupos. O grupo dos politicamente definidos e o grupo dos indecisos. È neste último que reside a vitória ou a derrota de qualquer força política. Aqueles que em momentos anteriores a qualquer campanha eleitoral não sabem em quem votar, poderão determinar a vitória ou a derrota. É por isso que as campanhas eleitorais se deverão dirigir para o “exterior” dos partidos, para aqueles que não têm a sua opinião de voto formada e não para o seu eleitorado fiel, uma vez que esses estão politicamente definidos. Assim, qualquer campanha deverá ser dirigida ao convencimento e à adesão a determinado projecto político daqueles que apenas se definirão a poucos dias ou horas do acto eleitoral. Na prática aquilo que se pretende é que os indecisos optem pelo lado “correcto”, e isso é geralmente feito de uma de duas formas. Uma, mostrado que determinada força politica tem um projecto político e de desenvolvimento para ...
"A grande arte é mudar durante a batalha. Ai do general que vai para o combate com um esquema" Napoleão Bonaparte