Mensagens

  Recomendo uma leitura atenta do texto abaixo: Por Gonçalo Valente e Henrique: "A minha crónica no programa caixa alta da rádio castrense. Já muito se escreveu, já muito se ouviu relativamente aos resultados das Presidenciais do passado Domingo, por isso mesmo, vou apenas abordar aquele que é o tema dominante e alvo de maior escrutínio. Sem surpresas Marcelo Rebelo de Sousa foi reconduzido para um segundo e último mandato, na Presidência da República, reforçando a sua votação. A percentagem de votos é magnânima e clara e explica-se por aquilo que vale o próprio, somando o apoio em massa do PS e o apoio do PSD ou de uma parte do PSD, para ser mais sério. Contudo curiosamente os holofotes da noite, incidiram particularmente em André Ventura. Apesar de ter colocado a fasquia alta não atingindo os principais objetivos a que se propôs (2º lugar e obter mais votos do que toda a esquerda junta), há verdades que não podem transformar-se em mentiras, só porque não nos dá jeito ou porque s...

O dia seguinte

A situação que o planeta atravessa, fruto da pandemia, deveria levar a que cada um de nós fosse extremamente consciente e cumprisse a sua parte, isto para que cada um contribua para que todos possamos vencer esta guerra. Estamos todos mais ou menos assustados com o presente e a grande maioria nem sequer ousa pensar para lá disso. Mas a verdade é que vai haver um dia seguinte e esse também nos deveria preocupar porque vamos sair desta pandemia com uma economia de rastos e quanto mais depressa sairmos mais depressa poderemos recomeçar a reerguer as nossas estruturas. E é aqui o ponto fundamental da ideia que quero transmitir, que ninguém deveria aproveitar-se para tirar partido pessoal, seja ele económico ou político, da situação que atravessamos, mas não será isso que está a acontecer e que possivelmente se irá acentuar com o tempo. Se em termos económicos a ambição de uns poucos sempre existiu, em termos políticos há coisas que não consigo entender, se alguém pode dela tirar algu...

Mandato Autárquico 2013/2017 - Agradecimento

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Caros/as Amigos/as Estamos prestes a chegar ao fim do mandato autárquico que se iniciou em 2013. Gostaria de te agradecer a todos/as que integraram a lista do Partido Socialista que concorreu à Assembleia Municipal de Estremoz e que tive a honra de encabeçar. Gostaria também de agradecer a todos/as aqueles/as que contribuíram com o seu voto e que confiaram nestas pessoas para as representar naquele órgão. O mandato, no qual não detínhamos maioria na Assembleia Municipal, decorreu dentro dos parâmetros normais para uma força política que exerce oposição. A 1 de outubro inicia-se um novo ciclo e sem fazer balanços gostaria de desejar votos de sucesso a todos para a sua vida futura. Obrigado pelo apoio e por terem confiado em mim no mandato autárquico de 2013-2017. Saudações Jorge Canhoto

Primárias do PS

Gostaria de expressar o meu agradecimento a todos aqueles que participaram no ato eleitoral das Primárias do PS, na forma democrática como o fizeram e na forma como, após ao ato, o esbatimento das diferenças internas se transformou num único propósito, que foi o de enfrentar as dificuldades que o país e o concelho atravessam. Não é segredo para ninguém que defendi e me empenhei  numa das candidaturas e queria agradecer a todos aqueles que também o fizeram, pelo trabalho desenvolvido e pela forma elevada como o fizeram,  assim como um agradecimento a todos aqueles que defendendo outro candidato, souberam transformar este momento, num momento que está hoje virado para o exterior e para o combate em defesa dos cidadãos, principalmente dos mais desfavorecidos. A todos um bem hajam. Jorge Canhoto

Zero Poison For Life: Nova campanha de crowdfunding pretende contribuir para erradicar o uso ilegal de venenos no Alentejo

http://naturlink.sapo.pt/Noticias/Noticias/content/Zero-Poison-For-Life-Nova-campanha-de-crowdfunding-pretende-contribuir-para-erradicar-o-uso-ilegal-de-venenos-no-Alentejo?bl=1

PRECISAMOS DO SEU VOTO

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  Ao longo da vida fazemos reflexões e tomamos decisões, é assim também na hora de votar. Que cidadãos merecem a nossa confiança, o que queremos para o concelho, o que pode fazer quem é eleito… Não basta aparecer numa lista de candidatos, o passado fala pelas pessoas, a sua participação para uma cidadania ativa ou a ausência dela, a integração na comunidade e a participação no mundo associativo, pelo que a escolha daquele ou daqueles em quem votamos não é indiferente. É preciso ser responsável também na hora de votar. O voto é a arma fundamental para o exercício de uma cidadania democrática. Deve servir para eleger os mais capazes e responsáveis pela defesa dos interesses da comunidade. Escolher as pessoas é uma tarefa que deve requerer algum cuidado. Mais importante   que as campanhas é conhecer as pessoas por detrás dos cartazes. Porque precisamos então do seu voto? Porque precisamos de mudar. Porque precisamos de dignificar os órgãos. Porque colocamos as pe...

O porquê de uma candidatura? ESTREMOZ

É com enorme honra e sentido de responsabilidade que decidi aceitar o convite para me candidatar como cabeça de lista à Assembleia Municipal de Estremoz pelo Partido Socialista. Abracei mais este desafio porque quero o melhor para Estremoz e porque achei que não deveria defraudar todos aqueles que me abordaram e me incentivaram a que me candidatasse. Não podia por mais tempo deixar de, mais uma vez,   abraçar um projeto de responsabilidade e de serviço público. Para tudo isto escolhi um conjunto de pessoas, que desde o primeiro ao último nome, formam uma equipa dinâmica e com sentido de responsabilidade, de gente livre e independente no querer e nas ideias, que se uniu com o único objetivo de fazer o melhor por Estremoz Pessoalmente, imponho a mim as regras que nos levem a estabelecer outra dinâmica naquele órgão e estabeleçam uma relação de proximidade com os munícipes sendo um espaço de discussão política, uma forma inovadora de funcionamento e de participação a...

Havemos de lá chegar!

Quantas vezes não ouvimos a expressão “O   Estado não cumpre” ou “O Estado é o primeiro a não cumprir”. Sempre que há a necessidade de culpar uma “entidade” abstrata lá vem o Estado com as suas largas costas a ser responsabilizado. Só que há aqui um “pequeníssimo” problema em que se confundem estado e governo. Não é objetivo neste escrito passar pela evolução da definição de “Estado” desde tempos da antiguidade clássica até ao que hoje se define como o Estado Moderno. O Estado somos todos nós. E o Estado, leia-se “todos nós”, é efetivamente culpado pela sua não participação cívica e de deixar chegar as coisas a momentos de enorme entropia política. A nossa passagem de responsabilidades para outros, em termos coletivos de decisão, é sempre mais fácil que uma participação ativa. Um exemplo de participação, muito além dos movimentos independentes, somente com objetivos políticos locais como acontece entre nós, é a Noruega. Este país com cerca de 4,5 milhões de habitantes,...

A cidade verde (João Seixas, Público)

http://www.publico.pt/local-lisboa/jorna l/a-cidade-verde-25846216 A cidade é mais ecológica que o campo. É desta forma bastante provocadora que se intitula um dos textos do especial 25 Ideias Que Perturbam da revista Books . Um título impressionante de mais para passar incólume. Mas impressionante sobretudo porque bem capaz de ser verdadeiro. Desde há muito, e felizmente cada vez mais, que se pensa e trabalha em tornar as cidades mais verdes. Mas o que é uma "cidade verde"? Uma cidade com muitas árvores e jardins? Sim, mas muito mais que isso. Uma cidade verde é uma cidade onde a mobilidade é mais suave, mais colectiva e menos poluente; é uma cidade que consome bens cuja produção e distribuição é mais cuidada, mais próxima e mais orgânica; é uma cidade que trata com cuidado os seus detritos; é uma cidade que atende e reserva com atenção as suas energias e fontes vitais como o sol, a água, os alimentos. Mas não só. Mesmo se todos os edifícios forem ecológicos, se todas as ...

(Re)novar 2013

Muito se tem falado e escrito nos últimos tempos sobre refundar…refundar o estado social, refundar a atuação política, refundar… O prefixo RE entrou nas conversas diária, nos jornais, nas televisões nas conversas de café, enfim, este prefixo de origem latina, que pode ter três sentido, nomeadamente os de repetição, reforço ou retrocesso, reentrou definitivamente nas nossas vidas.   Centremo-nos no sentido da repetição, ou de tornar a fazer qualquer coisa, por exemplo repensar (pensar novamente). Este sentido de repetição ou de voltar a fazer tem uma premissa, a de fazer melhor. Este é apenas um exemplo (voltaremos ao prefixo re em futuro post) e agora que 2013 está mesmo aí, depois de um 2012 muito mau a vários níveis, é altura de REnovar a esperança, dito de outra forma, é a altura de voltar a ter esperança e 2013 é ano para isso.
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Liderar a mudança

Tantas vezes se fala na necessidade da mudança no interior dos partidos, tornando-os mais abertos á sociedade e aos cidadãos, e não somente a uma elite. Mas para que haja mudança, esta terá de ter a defesa dos dirigentes partidários, já que são eles quem propõe, logo quem define, o que se deve mudar. A verdade é que existe grande relutância à mudança, ou porque isso implica mexer em lugares e no ego pessoal de alguns dirigentes políticos ou por falta de capacidade destes em entenderem que a mudança reforça a democracia e os partidos. Quando se propõe alguma mudança, os dirigentes partidários tendem a concentra-se nos pormenores e não na essência da mudança, afastando assim á participação. Cada dirigente que integra a mudança deve participar nessa alteração assumindo com ética e responsabilidade o seu lugar no processo, o que favorece os próprios e apela á participação cívica de muitas pessoas anónimas, fazendo desta forma que estejam dentro dos partidos, onde as coisas de decid...

Ética na política precisa-se!

As bases da nossa democracia centram-se nos partidos políticos, que estão hoje profundamente desacreditados, tendo o cidadão uma generalizada desconfiança e descrença nos seus dirigentes, o que facilmente se percebe, e a extrapola para a política e para a participação cívica. Hoje, mais do que nunca, não só fruto da crise que nos afeta, mas também pela rápida mudança global que sentimos diariamente, faz todo o sentido que a atividade política, e quem a exerce, recupere a dignidade e a ética de tal exercício. O exercício de cidadania, que os dirigentes políticos efetuam em nome da causa pública, deve ser alicerçado na ética sem qualquer tipo de complexo por parte destes. A democracia é um regime de avaliação de resultados, não devendo no entanto os mesmos se conseguidos a todo o custo, e usados como um fim de baixa política, exercida com falta de ética e contra as pessoas. Quando os procedimentos são tudo menos de seriedade, os dirigentes políticos demonstram não estar á al...

Exigência e ambição

A preguiça dos cidadãos e o seu alheamento e afastamento do processo político e público, assim como da decisão de questões globais, leva a uma urgente necessidade de alteração de paradigma e de exigência e ambição pessoal no futuro. Maior exigência de nós próprios e dos outros é aquilo que se pede. Ser parte da solução, militando nos partidos e transformando-os a bem da sociedade é um pequeno esforço de cada, que trará frutos a todos. Na maioria das vezes, senão sempre, não olhamos para soluções diferentes e alternativas mais fortes que as proporcionadas por ligações duvidosas entre pares, e colocadas em lugares de decisão sem o voto expresso dos militantes. Pôr em prática a cidadania também é militar, e ser exigente com quem é eleito é mais um passo na direção de se ter uma democracia saudável. Ambição também porque terão de ser os partidos, primeiro internamente e depois externamente, a demonstrarem que a renovação e as mudanças fortalecem as decisões e as práticas democrát...

Há Alternativa(s)

Fui dos mais de 4000 subscritores do documento “Resgatar Portugal para um Futuro Decente” e um dos 1800 delegados ao “Congresso Democrático das Alternativas”, onde no dia 5 de Outubro, na Aula Magna da Universidade de Lisboa, congregando cidadãos e cidadãs de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa, foram debatidas as consequências económicas, sociais, políticas e culturais da adoção do Memorando de Entendimento e das políticas de austeridade.   À margem dos partidos, sendo que Partido Socialista, Bloco de Esquerda e Renovadores Comunistas estiveram presentes, e com respeito por estes, foram debatidos temas que são uma alternativa à política de empobrecimento que arrasta, hoje, Portugal para os antípodas do desenvolvimento.   Assistimos hoje á degradação da democracia com uma crescente desconfiança dos cidadãos nos sistema político e nos seus agentes, sendo que o divórcio entre ambos favorecem o aparecimento de tendências autoritárias e populistas, e tudo o que cidadão...

Congresso EcoSaldo (17 e 18 de Maio)

( http://www.condominiodaterra.org/pt/campanha-rio20/congresso-ecosaldo/ ) Segundo a estratégia “The Road to Rio+20 – For a development-led green economy”, das Nações Unidas, “O objetivo é provocar a discussão de novas ideias e inspirar a futura conferência para que se crie um consenso quanto aos passos seguintes”. Uma das questões estruturais que tornam obtenção de acordos em matéria ambiental numa verdadeira “impossibilidade política”, é o problema da dispersão dos encargos (débitos) e benefícios (créditos) ambientais por todo o planeta, denominados como externalidades ambientais negativas ou positivas, e que são “identificadas pela economia como uma “falha de mercado”. Partindo da proposta do reconhecimento de um “Património Natural Imaterial da Humanidade” relativamente aos sistemas Climático e Oceânico, é possível ultrapassar o actual “buraco negro” para onde se escapam factores vitais para a nossa vida capturando e internalizando estas “externalidades” nesse património comum. ...

Mudar de vida

Comemora-se hoje o 38.º aniversário do 25 de abril de 1974. Desde a madrugada daquele dia até hoje muito se passou, e da aurora da esperança chegamos ao crepúsculo da desacreditação, mas não podemos deixar de analisar e refletir sobre este período e o que ele pode significar para o nosso futuro coletivo. Este também deve ser, um de muitos, momentos de reflexão sobre o que fizemos enquanto parte de um todo e o que ainda poderemos fazer. Todos temos a nossa quota-parte do passado assim como a teremos no futuro, seja ela por omissão ou por estar disponível. Eu continuo a acreditar que é possível melhorar e colocar o esforço individual de cada um ao serviço do coletivo e melhorar assim a situação de desenvolvimento onde nos encontramos. Por isso há algum tempo fui falando com algumas pessoas que me merecem toda a consideração e propus-lhe a constituição de um movimento cívico (que poderia vir a designar-se MUDE - Movimento de Unidade e Desenvolvimento de Estremoz), transversal aos p...

Os electrões não têm nada de vida

Albert   von Szent-Gyoryi (1893-1986), foi um cientista de origem húngara, naturalizado norte-americano, e que ganhou o Prémio Nobel da Fisiologia e da Medicina em 1937. Este cientista foi galardoado pela descoberta da vitamina C e pelo seu contributo para que fosse percebido o ciclo do ácido cítrico, um processo fundamental na respiração aeróbia. Das muitas áreas de investigação onde trabalhou, escreveu nas suas memória: Na minha busca pelo segredo da vida, comecei as minha investigações em histologia. Insatisfeito com a informação que a morfologia celular me poderia dar acerca da vida, virei-me para a fisiologia. Achando a fisiologia demasiado complexa, fui para farmacologia. Ainda considerando a situação demasiado complicada, virei-me para a bacteriologia. Mas as bactérias eram ainda muito complicadas, então,   desci até ao nível molecular, estudando química e química-física. Depois de 20 anos de trabalho, fui levado a concluir que, para compreender a vida, temos de desc...

Imóveis devolutos e desagravamento fiscal (IMI) – uma proposta para a sustentabilidade cultural da cidade

Imóveis devolutos e desagravamento fiscal (IMI) - Uma proposta para a sustentabilidade cultural da cidade, é um texto de Rui Matoso, do Movimento Cidades Pela Retoma, publicado no "Badaladas" e que abaixo se transcreve. Enquanto as “oportunidades na regeneração urbana” não encontram os fundos imobiliários que permitam a reabilitação das casas e a consequente actualização das rendas e se agilizem os tão propalados despejos dando origem a um possível fenómeno de “gentrificação” (substituição da população residente fragilizada económica e socialmente por outra nova com rendimentos superiores), os proprietários de imóveis devolutos continuarão a ser sancionados através do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) - pois, a tributação fiscal sobre o imóvel, se o mesmo for considerado devoluto ou em ruínas, tem um agravamento para o dobro ou triplo da taxa de IMI (Código do IMI, artº 112º, na redacção do artº 93.º da Lei 64-A/2008, de 31 de Dezembro), sendo que os municípi...

O Pai Natal de Chocolate

Esta é uma história triste. Hoje, longe do espírito natalício , quando o tempo é mais dado á solidariedade, é menos intensa que naquela época do ano. Como todas as histórias esta também começa por “Era uma vez…”, e reza assim: Era uma vez, numa pequena cidade, no tempo em que ainda não havia grandes superfícies comerciais e todas as lojas tinham uma montra que funcionários e proprietários decoravam com muito afecto. Tempos antes do dia de Natal, no inicio do mês de Dezembro, as lojas expunham brinquedos e guloseimas de chocolate. Havia uma que todos os anos colocava religiosamente no centro da montra um grande e bonito Pai Natal de chocolate. Todos os dias em frente daquela montra um menino ali ficava   longas horas a comtemplar aquele   bonito Pai Natal. Entre ambos, o vidro da montra, e por trás o dono da loja, também ele todo os dias no mesmo sitio sorria cinicamente ao menino, lembrando-lhe que lhe era inacessível o Pai Natal. Mas todos os dias, chovesse ou fizesse Sol,...