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É preciso esperança!

O que tem o governo nacional e o local em comum? Bem pouco para uns, muito para outros, dir-se-ia. Se olharmos para a questão das nomeações e dos muitos concursos que todos os dias pejam o Diário da República, para os contratos de serviços, de que António Borges é o último exemplo, e para a colocação de muita gente laranja em diferentes lugares da administração pública, e se descermos ao nível local e analisarmos com a devida dimensão e escala, poderemos afirmar que há muito em comum. Para muita gente o Governo tem sido eficaz na gestão dos compromissos assumidos com a troika e a quem, para esses mesmos, tem havido coragem na tomada de posições políticas. Em termos locais nada de similar, diriam esses mesmos, olhando para o avolumar da dívida a curto prazo já muito perto dos 10 milhões de euros e para a pouca coragem em enfrentar os grande problemas que hoje se levantam às autarquias. Podemos também fazer a comparação entre aquilo que, supostamente, causou a saída do Secretário de E...

RIO+20

Em 2012 vai acontecer, no Rio de Janeiro, no mês de Junho, uma nova Conferência da ONU a que foi dado o nome de “Rio+20”. Esta conferência marca os 20 anos sobre a Conferência de 1992, também conhecida por Cimeira da Terra, e que se debruçou pela primeira vez sobre o desenvolvimento sustentável. Tal como há 20   anos, a   conferência “Rio+20” irá abordar os problemas ambientais que enfrentamos e as novas dimensões da injustiça social que eles trazem. É verdade que nos últimos tempos a crise financeira da Europa tem sido o palco de todas as discussões e de todas as análises, eclipsando para o comum mortal a realização da referida cimeira e a importância daqueles temas e de como eles condicionam a nossa evolução e o combate á pobreza. Antes da crise, é verdade que muito se refletiu sobre os problemas ambientais, mas que hoje os diferentes meios de comunicação parecem ter deixado de lado, não percebendo que são também eles parte da origem da crise. Temas que condicionam o futur...

Portugal merecia outro Presidente

Para aqueles que como eu achavam que este não era o Presidente da República que Portugal merecia, porque ainda merecemos um Presidente em condições, Cavaco veio confirmar tal análise. Um presidente que de queixa da falta de solidariedade do Primeiro-Ministro e de que este violou a Constituição da República Portuguesa ao não o informar sobre o PEC IV e não o demite, é solidário com a violação da Constituição. Não é o Presidente da República que jura cumprir e fazer cumprir a Constituição? A reposta é sim, logo temos aqui duas situações. A primeira Cavaco foi conivente com a violação da Constituição ao não demitir Sócrates e viola também ele o seu juramento. A segunda, decorrente da primeira, Cavaco devia demitir-se por não ter feito cumprir a Constituição. O Presidente da República que deveria ser, e sabemos que ele queria ser, o Presidente do inconformismo e da esperança, teve pelo menos o condão de deixar todos aqueles que nele não votaram cientes de que fizeram a escolha certa. Nã...

OS MANSO(S)

Este é um texto retirado do blog http://interesseseaccao.blogspot.com/ que descobri través de um mail, dos muitos que felizmente recebo, do movimento "Cidades Pela Retoma". É um exemplo de como poderemos sair da crise onde nos encontramos mergulhados. Sem mais comentários! "O episódio não merece, por si só, grande explanação. A diretora da Unidade Local de Saúde da Guarda nomeou o marido como auditor interno daquela unidade; dois dias depois, publicou uma nota em que se lê: "Para assegurar todos os critérios de transparência que se exigem a uma instituição e a dirigentes de cargos públicos, a designação do administrador hospitalar Francisco Pires Manso como auditor interno da ULS Guarda foi hoje revertida, embora a sua designação tenha cumprido escrupulosamente os requisitos legais.” O que terá ocorrido naqueles dois dias de intervalo entre nomeação e demissão para que a “transparência" tenha sido erigida a valor a ter em conta e para que um tal “ato devido...

Cidade e a Crise

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Um pássaro numa gaiola canta de alegria ou de lamento?

Há frases que nos deixam a pensar. Frases na maioria das vezes banais mas que encerram um significado, e até uma filosofia, que depois de dissecadas são autênticas lições e princípios de vida. Uma dessas frases que me deixou a pensar foi-me dita de forma metafórica, como acontece na maioria dos casos em que as frases encerram significados que se aplicam á vida. A dita   frase foi a seguinte: “quando prendo um pássaro numa gaiola, não sei se canta de lamento se de alegria”. A mania que o temos de ter junto de nós as coisas belas, retirando-as dos seus lugares próprios, pode retirar toda a beleza a tais coisas. Aplicando-a á natureza, e ás aves, Ao queremos trazer para dentro de casa, por exemplo, um pássaro, cujo lugar natural é ao ar livre, acabamos por aprisionar a verdadeira natureza não a deixando fruir no seu espaço “natural”. O lugar do pássaro é ao ar livre, onde pode esvoaçar, cantar com alegria e onde pela primeira vez o vimos, sendo que achamos que tendo-o junto de nós, ...

Os outros

Os outros são uma figura, embora de muitos rostos, sem rosto. Quando há que culpabilizar alguém, a culpa é sempre dos outros. Sejam estes outros o anterior executivo, ao mercados, a conjuntura, etc. Todos conhecem pelos menos um responsável político que nunca tem culpa de nada daquilo que aparece errado, porque essa é dos outros. Estes campeões da vida são sempre vítimas   de todos. Se for um autarca, principalmente presidente de câmara, a culpa é do Governo ou de um anterior executivo. Para o Primeiro-Ministro a culpa é do anterior executivo, dos mercados, da conjuntura..de alguém. Um dia estes também serão os outros e continuamos assim neste circulo vicioso. Há ainda uns outros, que no principio eram do melhor que existia porque foram escolhidos pelo “chefe”, mas que com o tempo servirão para desculpar as asneiras de quem manda e passam a ser também daqueles que só servem para atrapalhar as boas práticas do chefe. Embora quem os escolheu soubesse desde sempre, que tal como ele...