Mensagens

Nova Ordem Política

Dois assuntos que parecem não ter qualquer relação entre si, foram o que me puseram a pensar sobre a sua génese, importância e, talvez presunção, mas porque não afirmar, solução. Ambos são o espelho da necessidade de uma nova ética na política, são também a mostra da necessidade de novos políticos enquadrados por outra forma de estar na vida e naturalmente na gestão da causa pública e na política. E a que assuntos me refiro, que parecendo não estar ligados, são afinal o espelho de uma certa forma de estar em funções públicas? Por um lado a notícia que o ECOS online divulgou de que se suspeitava que os concursos públicos abertos pelo Município de Estremoz pareciam já ter, antes mesmo da prova escrita e da entrevista aos possíveis candidatos, destinatários perfeitamente definidos e que em alguns desses concursos seriam mesmo familiares de quem exerce cargos políticos, sejam eles de eleição ou de nomeação. Se por se ser familiar de alguém que exerce cargos públicos não se deve ser preju...

É pelo sonho que vamos!

Esse grande poeta que foi Sebastião da Gama escreveu um dia que é pelo sonho que vamos. Sim, é por ele que seguimos. Também para António Gedeão é o sonho que comanda a vida e quando um homem sonha o mundo avança. Quantas vezes não alcançamos muito além daquilo que sonhamos? Tantas e tantas vezes, mas por pequeno que tivesse sido tivemos a capacidade de sonhar, de acreditar que o sonho poderia ser real e fomos por ele. Os tempos que vivemos e aqueles que se aproximam não nos podem tirar a vontade de acreditar, de sonhar que é possível mudar. Baixar os braços, desacreditar ou deixar-se ficar à mercê dos sonhos dos outros é uma rendição sem honra ou glória. Temos de acreditar que é possível mudar e geralmente quem acredita e procura, encontra. Pode ser pelo sonho que leva ás acções, mas quem sonha acredita e quem acredita, consegue! Os sonhos dão-nos força, alento e vontade de continuar, de não baixar os braços e desistir. Não devemos ter medo de sonhar. O que sonhamos e se nos é desti...

Boas Festas

Imagem

A aposta nas cidades

Publico aqui um texto de José Carlos Mota, do Movimento Cívico "Cidades Pela Retoma" e que teve a amabilidade de partilhar no forum de discussão. "A complexidade do momento em que vivemos e as dificuldades que temos de enfrentar exigem que nos distanciemos um pouco da agenda actual de discussão (centrada excessivamente na discussão da dívida) e que enquadremos a reflexão numa visão holística que problematize futuros possíveis e caminhos e passos necessários para os atingir. Nesse particular, a União Europeia, no meio da turbulência conhecida, tem vindo a discutir uma agenda europeia para o crescimento - 'Europa 2020' ( http://ec.europa.eu/europe2020/index_pt.htm ), documento que tem sido objecto de amplo debate na maior parte dos países europeus. Estranhamente, esta matéria não tem tido qualquer relevância em Portugal quer na agenda de debate político, quer mediático, algo difícil de perceber atendendo à importância das opções que aí se discutem para o futuro...

Anuário Estatístico do Alentejo 2010 - Despesas em Cultura e Desporto

Imagem
Foi publicado o Anuário Estatístico do Alentejo, referente ao ano de 2010, e de entre os muitos dados ali expostos centremo-nos na análise do Quadro “Indicadores da Cultura e Deporto por município, 2010”, nomeadamente nas despesas das câmara municipais em actividades culturais e de desporto por habitante.   Das principais conclusões que daquele quadro se podem retirar, naquilo que ao município de Estremoz diz respeito, ficamos a saber que   gasta   61,6 euros por habitante (48,8€ em corrente e 12,8€ em capital), sendo que só o município de Mourão (42,6 €/habitante) investe menos nestas áreas, do conjunto dos 14 municípios do Alentejo Central. O município que mais investe é o de Viana do Alentejo, com um total de 542,8€/habitante. Em termos de “classificação” geral temos assim que Viana do Alentejo é o campeão do investimento, enquanto Estremoz é o 13.º em 14. Em termos de percentagem de investimento em cultura e desporto relativamente ao total da despesa do município, se...

A reforma do País

Somos daqueles que há alguns anos considera que o país precisa de uma reforma administrativa. A evolução tecnológica, a melhoria da rede viária e as novas formas de gestão levam a que um novo modelo administrativo e de organização territorial seja definido de forma a que possamos ganhar escala nas decisões e uma eficiente melhoria na resolução dos problemas das populações. Depois de alguns anos com assunto ser “discutido”, ou pelos menos a ser lembrado, em algumas reuniões políticas do partido que suportava o anterior Governo, com defensores e adversários de uma reforma territorial e administrativa, o actual Governo parece querer seguir em frente com esta ideia. O municipalismo pós 25 de Abril de 1974 tem tido um papel importantíssimo na melhoria da qualidade de vida dos portugueses, como é reconhecido por toda a gente, mas torna-se evidente a necessidade de um novo modelo. Mas esta reforma não poderá ser encarada como uma “cartada” política num momento de grave crise financeira, ne...

A oposição

Quando a oposição anda á deriva, seja num governo nacional seja local, todos fazem, oposição e governação, um mau mandato. Quem governa corre o risco de amolecer e quanto mais activa for a oposição, tendo uma postura séria e não de política de bota abaixo, mais quem governa afina a sua “imaginação” na governação, ganhado essencialmente a democracia e os cidadãos. Uma oposição fraca, além de não espicaçar o governo, não se consegue definir como alternativa a esse mesmo governo e atingir o seu grande objectivo que é governar. Quando falta uma oposição que tenha um verdadeiro projecto alternativo para oferecer aos cidadãos, em última instância são estes que perdem, por falta de debate e de políticas alternativas. Não há oposição que consiga chegar ao governo se não plantar as sementes de uma alternativa e de novas políticas muito antes do período eleitoral. Sem o incansável trabalho de fundo de divulgação de ideias da oposição, dificilmente se derrota que está no poder, a não...